O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças nesta sexta-feira (2), com oscilações pontuais entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca no físico. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a semana foi fraca para negócios, com o produtor mais voltado ao plantio e compradores sem grande agressividade.
Na Bolsa de Chicago e no dólar, os movimentos foram curtos ao longo da sessão, enquanto os prêmios permaneceram bastante estáveis. Com isso, as cotações apresentaram poucas alterações.
“O mercado está calmo de maneira geral, mantendo um spread alto entre as ideias de compradores e vendedores”, observa Silveira.
No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos pontuais entre as principais praças brasileiras.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado pelo clima benéfico à colheita nos Estados Unidos e pela escassez de notícias positivas, como a falta de novas vendas de soja norte-americana para a China.
A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil envolve 92,3% da produção projetada, conforme relatório da Safras & Mercado, com dados recolhidos até 2 de outubro. No relatório anterior, com dados de 4 de setembro, o número era de 88,7%.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 89,4% e a média de cinco anos para o período é de 90,5%. Levando-se em conta uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 164,620 milhões de toneladas.
Projetando uma safra de 180,089 milhões de toneladas, a Safras & Mercado indica uma comercialização antecipada de 32,9%, o equivalente a 59,206 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 23,0% e a média para o período é de 25,3%. O relatório anterior, de 4 de setembro, indicava o comprometimento de 29,1%.
Na semana, a posição novembro/26 registrou recuo acumulado de 3,14%.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,75 centavos de dólar por bushel ou 0,44%, a US$ 12,78 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 12,94 1/2 por bushel, recuo de 6,25 centavos de dólar por bushel ou 0,44%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 5,80 por tonelada ou 1,64%, a US$ 347,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 68,62 centavos de dólar por libra-peso, retração de 1,24 centavo ou 1,84%.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,2166 para venda e a R$ 5,2146 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1956 e a máxima de R$ 5,2391. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,61% ante o real.
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