O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociações lentas nesta quinta feira (24), em um ambiente de pouca liquidez e ajustes pontuais nos preços. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o mercado está um pouco saturado, sem indicações ou ímpeto forte por parte dos compradores.
As pedidas dos produtores seguem distantes das ideias dos compradores, limitando a realização de novos negócios. Segundo Silveira, a situação ainda é de pouca liquidez, com o produtor mantendo suas pedidas distantes das ofertas de compra.
Os prêmios voltaram a subir levemente, enquanto o dólar também avançou. Em sentido contrário, a Bolsa de Chicago registrou recuos. Ainda assim, a combinação desses fatores não provocou grandes mudanças nos preços.
Os portos ainda apresentam excelentes ofertas, enquanto o mercado interno recuou um pouco, com uma leve correção nos basis locais, destaca o analista.
No mercado físico, os preços no Brasil ficaram assim:
Os contratos futuros da soja fecharam em leve baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta feira (24). O mercado ficou à espera de detalhes do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e de possíveis acordos envolvendo o comércio agrícola entre os dois países.
Os operadores aguardam possíveis anúncios de compras chinesas de produtos agrícolas norte americanos ou a retirada da tarifa de 10% sobre as importações de soja dos Estados Unidos. Na quarta feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou, após conversas com o vice primeiro ministro chinês, He Lifeng, que os dois países concordaram em estender até 10 de janeiro o acordo que suspende a escalada da guerra comercial.
O dólar atingiu a máxima em dois meses, tornando os produtos agrícolas norte americanos mais caros para os importadores.
Os investidores também avaliaram os dados de vendas semanais dos Estados Unidos divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As vendas líquidas de soja da temporada 2026/27 somaram 582,4 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, abaixo das expectativas do mercado. Separadamente, exportadores privados norte americanos reportaram ao USDA a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
As atenções também estão voltadas para o clima. Um sistema de tempestades deve atingir as Planícies e o centro oeste dos Estados Unidos, com chuvas fortes até o fim de semana, podendo atrasar a colheita de soja. Outro período úmido é esperado para o início da próxima semana.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 0,50 centavo de dólar ou 0,03%, a US$ 13,17 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 por bushel, com retração de 1,75 centavo de dólar ou 0,13%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,48%, a US$ 372,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,55 centavos de dólar, com perda de 0,26 centavo ou 0,38%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,1937 para venda e a R$ 5,1917 para compra. Durante o dia, a moeda norte americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1656 e a máxima de R$ 5,2016.
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