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Produtor fatura R$ 1,2 milhão com tecnologia de monitoramento florestal

Registros fotográficos em solo, imagens de drones e georreferenciamento por satélite acompanham de perto o desenvolvimento florestal das mudas na Fazenda Copaíba, em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais.

Esse ecossistema de rastreabilidade faz parte do método Pé de Árvore Saudável (PAS), desenvolvido pelo engenheiro industrial e sócio-proprietário da fazenda, Fábio Garcia Filho.

O sistema já é aplicado no monitoramento de mais de 22 mil árvores plantadas desde 2024. Com o acompanhamento, a propriedade localiza cada unidade, verifica sua evolução e comprova uma taxa de 99,7% de sobrevivência, índice superior aos 75% exigidos por contratos firmados com órgãos públicos.

De acordo com Garcia Filho, em lotes específicos e conforme a demanda de cada cliente, as árvores recebem identificação individual, um sistema que remete à eficiência de controle utilizada na pecuária.

“Defendemos que plantar árvores é simples. A inovação está no modelo de negócio que viabiliza o plantio e na tecnologia que permite identificar e acompanhar individualmente cada muda. É como ter o nome, o RG e o endereço de cada árvore na palma da mão. Assim, conseguimos acompanhar sua evolução, identificar perdas rapidamente e comprovar que o ativo ambiental foi realmente entregue e permanece saudável”, destaca.

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Segundo ele, a rastreabilidade também funciona como a porta de entrada para um modelo de negócio altamente rentável. Isso porque com a utilização de apenas 10 hectares da propriedade, o projeto já faturou mais de R$ 1,2 milhão e viabilizou a compensação ambiental e o licenciamento de oito empreendimentos.

Garcia Filho ainda conta que essa iniciativa conecta-se diretamente ao conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que atribui valor econômico a atividades de conservação.

Na prática, o modelo tem o potencial de gerar receita que, muitas vezes, supera o alcançado com culturas tradicionais, em áreas declivosas ou de baixa aptidão para a produção de grãos, transformando passivos ecológicos em fontes sustentáveis de lucro.

Segundo o sócio-proprietário, na Fazenda Copaíba, as áreas sem viabilidade para o cultivo de grãos, como encostas e margens de rios, dão lugar a uma mata de árvores nativas. Assim, o monitoramento das mudas, desde o plantio até a identificação de perdas para reposição, ajuda a transformar essas áreas em espaços de produtividade ambiental.

O faturamento por hectare com o modelo de compensação, conforme Garcia Filho, pode alcançar até R$ 200 mil, valor que superaria anos de colheitas tradicionais na mesma extensão.

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agro.mt

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