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IMEA: Safra 26/27 de algodão: área e produção crescem, mas incertezas climáticas e custos pressionam margens – MAIS SOJA


A Conab divulgou, na última semana, a perspectiva para a safra 26/27 de algodão brasileiro. De acordo com os dados da Companhia, a área cultivada deve crescer 3,68% ante a registrada no ciclo 25/26, alcançando 2,09 mi de ha. Entre os estados, os maiores incrementos percentuais são esperados em Rondônia (28,79%), Maranhão (9,48%) e Piauí (8,29%).

Em Mato Grosso, principal produtor nacional, a expansão projetada é de 3,38%, o que representa, em hectares, o maior aumento entre os estados. Para a produtividade, a estimativa aponta uma redução de 3,23% em relação à projeção para a safra 25/26, cenário relacionado às incertezas quanto aos possíveis impactos climáticos associados ao El Niño sobre as lavouras do país. Por fim, apesar da menor produtividade, a ampliação da área cultivada deve compensar parte dessa queda e sustentar o aumento da produção, prevista em 10,05 milhões de t de algodão em caroço, volume 0,33% superior ao estimado para a temporada 25/26.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ELEVAÇÃO: o dólar corrente registrou aumento de 1,15% na semana, refletindo a maior aversão global e as incertezas fiscais e institucionais no Brasil.
  • RECUO: com o avanço do beneficiamento, e consequentemente a maior disponibilidade do caroço no mercado, a cotação do coproduto recuou 4,35% na semana.
  • DESVALORIZAÇÃO: diante da baixa semanal no contrato de jul/27 na bolsa de NY, a paridade de exportação, para o mesmo contrato, exibiu queda de 2,85% na semana.

Em ago/26, de acordo com o projeto CPA-MT¹, o custeio estimado da safra 26/27 ficou em R$ 10.617,82/ha, recuo de 0,11% no mês.

Apesar do recuo no custeio, o COE ficou em R$ 15.250,61/ha, alta de 0,13% no mês, puxada pelas despesas com arrendamento, que subiu 4,72%. O COT e o CT ficaram previstos em R$ 16.264,37/ha e R$ 18.709,02/ha, com altas mensais de 0,25% e 0,21%, respectivamente. Considerando a produtividade média dos últimos três anos, de 126,86 @/ha de pluma, o produto deve ser negociado a, no mínimo, R$ 120,06/@ para cobrir o COE, R$ 128,20/@, o COT, e R$ 147,47/@, o CT.

Assim, com o preço médio ponderado da comercialização da safra 26/27 até ago/26, em R$129,67/@, é possível cobrir o COE e o COT, porém com margem apertada. Por fim, apesar das altas nos preços nos últimos meses, a rentabilidade do cotonicultor segue pressionada, reforçando a importância de uma gestão eficiente no planejamento da próxima temporada.

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Fonte: IMEA



 

agro.mt

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