O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios no físico nesta terça-feira (15), principalmente nos portos, mas sem grande movimentação. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o mercado interno segue travado, com a indústria comprando da mão para a boca diante dos atuais níveis de preços.
Na outra ponta, os produtores continuam segurando as ofertas, com apenas pequenos lotes negociados. Segundo Silveira, no mercado interno, a indústria segue comprando da mão para a boca.
A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo da sessão, mas encerrou em alta. Os prêmios permaneceram praticamente estabilizados, enquanto o dólar registrou leves ganhos. Com isso, os preços avançaram de maneira geral no físico.
No mercado físico, as cotações tiveram alta em todas as praças acompanhadas.
• Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
• Santa Rosa (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00
• Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 152,00
• Rondonópolis (MT): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00
• Dourados (MS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
• Rio Verde (GO): subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
• Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 163,00
• Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. O mercado mudou de direção, acompanhando a disparada dos preços do petróleo. A demanda chinesa e as preocupações com a colheita nos Estados Unidos completam o cenário de alta.
A intensificação dos conflitos no Oriente Médio provocou alta acentuada nas cotações do petróleo. No fechamento de Chicago, o barril tinha valorização de 4% em Nova York e de 3% em Londres.
Em relação ao clima, a previsão é de chuvas para o Meio Oeste americano nos próximos dias, condição que atrasaria a colheita nos Estados Unidos. Para completar, pelo lado da demanda, a procura chinesa pela soja americana segue em ritmo acelerado.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 14,50 centavos de dólar ou 1,11%, a US$ 13,18 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,35 1/4 por bushel, com elevação de 15,00 centavos de dólar ou 1,13%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,20 ou 2,58% a US$ 365,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,35 centavos de dólar, com ganho de 0,16 centavo ou 0,22%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,1537 para venda e a R$ 5,1517 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1266 e a máxima de R$ 5,1616.
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