Candidato do PL lembrou verba para a Casa do Autista ao ser questionado sobre o isolamento
Mesmo sem receber o apoio público do prefeito Abilio Brunini (PL) na corrida pelo Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) evitou abrir um confronto com o correligionário. Em vez de cobrar reciprocidade eleitoral, afirmou que continuará destinando recursos para Cuiabá.
Abilio tem usado as aparições públicas para pedir votos à esposa, Samantha Iris, candidata a deputada estadual, a José Medeiros, que disputa o Senado, e a Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. O nome de Wellington, porém, permanece fora dessas manifestações.
Questionado sobre o silêncio do prefeito, Wellington respondeu apresentando uma espécie de prestação de contas da relação com a administração municipal. Lembrou que participou da campanha de Abilio e destacou o envio de R$ 6 milhões para a construção da Casa do Autista, projeto defendido pelo prefeito e por Samantha.
“Eu apoiei o Abilio, eu estive na campanha do Abilio, eu trouxe agora para o Abilio R$ 6 milhões para construir o maior desejo do Abilio e da Samantha, que é a Casa do Autista. Ou seja, eu estou procurando fazer a minha parte”, afirmou nesta segunda-feira (14), durante entrevista no Centro de Cuiabá.
O senador também citou os recursos recebidos pela capital por meio do Fundo de Compensação das Exportações (FEX). Segundo Wellington, a legislação responsável pelos repasses foi articulada por ele no Congresso Nacional e também beneficiou outros municípios, como Várzea Grande.
Embora pertença ao mesmo partido de Wellington, Abilio mantém publicamente uma posição de neutralidade na eleição estadual. Nos bastidores, é apontado como politicamente mais próximo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adversário do senador na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A direção do PL proibiu seus filiados de manifestarem apoio a Pivetta e ameaçou punir quem descumprir a orientação. A restrição, entretanto, não levou Abilio a abraçar publicamente a candidatura de Wellington.
O distanciamento não se limita à capital. Os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, declararam apoio a Pivetta e passaram a responder a procedimentos internos que podem resultar na expulsão deles do PL.
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