O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sem movimentações relevantes nesta segunda-feira (14), apesar de indicações um pouco mais firmes nos portos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que não houve reporte de movimentação, com os vendedores fora do mercado e sem ofertas relevantes no dia.
A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, mas encerrou em alta. O dólar também avançou, enquanto os prêmios tiveram poucas alterações, contribuindo para a melhora das indicações de preços nos portos.
“O spread segue bastante alto entre comprador e vendedor”, destaca Silveira. Segundo o analista, a distância entre as pontas e a ausência de ofertas relevantes mantiveram os negócios travados.
No mercado físico, os preços da soja apresentaram altas em parte das principais praças acompanhadas. Confira os preços da soja no Brasil:
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira. A disparada do petróleo, os temores de atraso na colheita da soja devido ao excesso de chuvas e a demanda pela soja americana sustentaram as cotações na abertura da semana.
O cenário fundamental segue construtivo para a soja. Além da procura aquecida, há preocupações com os trabalhos nos campos do Meio Oeste. Os boletins indicam pesado volume de chuvas nos próximos dias, o que poderá atrasar a colheita.
As cotações do petróleo dispararam novamente nesta segunda. O conflito no Oriente Médio parece distante de uma solução. O barril segue acima de US$ 100,00, ajudando a sustentar também outras commodities. Devido à produção de biodiesel, a soja tem forte correlação com o petróleo.
Os operadores se mostram otimistas com a demanda chinesa de exportação pela soja dos Estados Unidos antes da próxima visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 672.759 toneladas métricas de soja dos Estados Unidos foram inspecionadas para exportação na última semana, superando a faixa das expectativas do mercado, de 300 mil a 600 mil toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar ou 0,59%, a US$ 13,04 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,20 1/4 por bushel, com elevação de 8,25 centavos de dólar ou 0,62%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,40 ou 0,96% a US$ 356,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,19 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,73%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, negociado a R$ 5,1482 para venda e a R$ 5,1462 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1414 e a máxima de R$ 5,1824.
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