Os preços do algodão em pluma subiram em agosto, sustentados pela firmeza dos vendedores e pela alta das cotações no mercado externo. Apesar do avanço, o valor doméstico ficou, em média, 1,5% abaixo da paridade de exportação, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Essa é a primeira vez desde dezembro de 2025 que o preço interno fica abaixo desse parâmetro. Até então, a cotação havia permanecido acima da paridade de exportação por sete meses consecutivos.
Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização da pluma no exterior foi influenciada pelas condições adversas das lavouras dos Estados Unidos, principalmente no Texas.
O calor intenso e a seca na região elevam os riscos de queda na produção norte-americana e, consequentemente, de redução da oferta global de algodão.
A alta do petróleo no mercado internacional também contribuiu para sustentar os preços da pluma.
No Brasil, os agentes acompanharam o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26. De acordo com o Cepea, a prioridade esteve nos contratos a termo, principalmente aqueles voltados à exportação.
Com isso, a oferta de lotes no mercado spot permaneceu restrita. Compradores que precisavam de algodão para entrega imediata tiveram de pagar valores mais elevados em novas aquisições, especialmente quando buscavam lotes com a qualidade desejada.
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