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Arroz sobe 22% no RS com oferta mais enxuta e temor de El Niño, diz Itaú BBA


Foto: Freepik

O preço do arroz subiu 22% no Rio Grande do Sul entre 1º de julho e 13 de agosto, passando de R$ 60,33 para R$ 73,60 por saca de 50 quilos. A alta ocorre em meio à redução gradual da oferta disponível e à maior cautela dos produtores na comercialização.

Os dados fazem parte do Agro Mensal, relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA. Segundo a análise, os estoques mais enxutos e a necessidade de reposição da indústria beneficiadora aumentaram a atuação dos compradores e ajudaram a sustentar as cotações.

Mercado começa a olhar para próxima safra

Além dos fundamentos atuais, o mercado já incorpora as perspectivas para a safra 2026/27. A expectativa é de nova redução da produção brasileira, acompanhada por menor disponibilidade regional no Mercosul.

As exportações também contribuem para reduzir os excedentes no mercado interno. Apesar da queda nos embarques em julho, o volume acumulado desde janeiro chegou a 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025.

A valorização do dólar aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e deu suporte adicional aos preços domésticos.

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El Niño aumenta preocupação com oferta

Outro fator que passou a pesar nas expectativas é o El Niño. A possibilidade de impactos do fenômeno sobre a produção elevou a percepção de risco em relação à oferta futura e ajudou a sustentar as cotações.

Diante desse cenário, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a aquisição de 310 mil toneladas de arroz por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (AGF).

A medida busca reforçar os estoques públicos e criar uma proteção diante de possíveis efeitos climáticos sobre a produção. A retirada do volume do mercado tende a reduzir parte do excedente disponível e contribuir para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Ao mesmo tempo, a iniciativa pode estimular os produtores a reter estoques em um momento de reequilíbrio do mercado.

Para Marina Marangon, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a sustentação da alta dependerá da velocidade de absorção dos excedentes durante a entressafra, do desempenho das exportações e do comportamento dos produtores na comercialização.

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“O mercado passa a direcionar cada vez mais sua atenção para a próxima safra, marcada pela expectativa de redução da produção e queda significativa dos estoques de passagem”, afirma.

Segundo a analista, esse cenário pode tornar os fundamentos do mercado de arroz mais favoráveis ao longo da safra 2026/27.

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agro.mt

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