O Syngenta Group registrou vendas de US$ 12,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 2% ante igual período de 2025. Em taxas de câmbio constantes, a retração alcançou 7%. O EBITDA chegou a US$ 2,4 bilhões, alta de 2% no resultado reportado e de 3% em câmbio constante. A margem EBITDA avançou 0,9 ponto percentual, de 18,6% para 19,5%. O indicador cresceu nas quatro unidades de negócios do grupo.
A companhia atribuiu a redução da receita à reestruturação dos negócios, com destaque para a diminuição das operações de menor margem no comércio de grãos na China. A estratégia concentrou esforços em atividades de maior rentabilidade, inovação, inteligência artificial e controle de custos.
A Syngenta Crop Protection faturou US$ 6,6 bilhões no primeiro semestre. O resultado representou crescimento de 4% na comparação anual. Em câmbio constante, as vendas recuaram 1%. Segundo a companhia, a demanda por inovações de maior valor e formulações de marca sustentou o desempenho.
As tecnologias Plinazolin, Adepidyn e Tymirium mantiveram forte desempenho em mercados estratégicos. Plinazolin integra o portfólio de inseticidas e apresenta novo modo de ação. Adepidyn atua como fungicida de amplo espectro. Tymirium destina-se ao controle de nematoides e doenças fúngicas. A empresa também registrou crescimento nas vendas de produtos biológicos em todas as regiões.
No Brasil, as vendas de proteção de cultivos cresceram 7%, apesar da pressão sobre preços. A companhia relacionou o avanço à estratégia comercial e à adoção de tecnologias como Tymirium, Plinazolin e Adepidyn.
A Europa apresentou crescimento de 8% nas vendas de proteção de cultivos, com contribuição dos efeitos cambiais. Ásia, Oriente Médio e África, sem considerar a China, avançaram 5%. A China registrou expansão de 20%, apoiada pela demanda por novas tecnologias e produtos biológicos.
Na América Latina, as vendas de proteção de cultivos recuaram 11%. Pressão sobre preços, redução de volumes, estoques elevados nos canais e diminuição de inventários influenciaram o desempenho. A Argentina concentrou parte desse movimento. O lançamento de Plinazolin no México compensou parte da retração regional. Na América do Norte, as vendas caíram 4% devido a diferenças no calendário de formação de estoques dos canais.
A unidade de proteção de cultivos obteve quase 900 novos registros, renovações de registros e extensões de rótulo no primeiro semestre. Entre as novidades, a empresa lançou Virestina na Argentina. Segundo a empresa, o produto é o primeiro herbicida seletivo lançado contra gramíneas resistentes em quase 40 anos. Miravis Duo recebeu aprovação regulatória acelerada na Tailândia e registro na Indonésia.
A Syngenta Seeds alcançou vendas de US$ 2,5 bilhões no período. A receita cresceu 1% em valores reportados e caiu 3% em câmbio constante. O segmento de culturas extensivas apresentou crescimento em diferentes mercados, com liderança do Brasil.
Em culturas extensivas, as vendas no Brasil avançaram 18%. Europa cresceu 7%, Ásia, Oriente Médio e África aumentaram 6% e China registrou alta de 3%. América Latina apresentou queda de 8%, enquanto a América do Norte recuou 13%. A companhia relacionou essas reduções às atividades de reestruturação e à retração da área plantada com milho nos Estados Unidos, que atingiu todo o setor.
No Brasil, o desempenho recebeu contribuição do milho de segunda safra, do licenciamento de milho, do lançamento do híbrido NK301VIP3 e da introdução de dez variedades de soja. A Syngenta apresenta o NK301VIP3 como seu primeiro híbrido hiperprecoce para o segmento premium de milho verão.
A Syngenta Vegetable Seeds inaugurou um centro de pesquisa e desenvolvimento na Espanha. O investimento alcançou US$ 10 milhões. A estrutura busca reduzir o tempo dos programas convencionais de melhoramento de hortaliças, com foco em tomate, pimentão e pepino. O negócio de sementes de hortaliças registrou crescimento no primeiro semestre na Europa Ocidental, Europa Central e Oriental, América do Norte e China.
O Syngenta Group China faturou US$ 2,5 bilhões no semestre, queda de 15% na comparação anual e de 20% em câmbio constante. A redução planejada do comércio de grãos de menor margem e a otimização do negócio MAP influenciaram o resultado. A unidade também deixou de incorporar a Sinofert após a transferência da participação societária no fim de 2025.
Dentro da operação chinesa, as vendas de formulações de marca cresceram 15% e as de sementes avançaram 4%. A Yangnong Chemical ampliou as vendas em 12%. Em janeiro, a Syngenta inaugurou uma fábrica de formulações para proteção de cultivos em Nantong. A produção comercial começou em maio.
A Adama registrou vendas de US$ 2,1 bilhões no primeiro semestre, sem alteração na comparação anual. Em câmbio constante, houve retração de 3%. Os volumes cresceram na maior parte das regiões, em um cenário de pressão sobre preços. A empresa atribuiu a melhora do lucro bruto e da margem principalmente ao aumento dos volumes e a uma composição de portfólio mais favorável e enxuta. A companhia informou ainda que implementou iniciativas de controle de custos no período.
As vendas da Adama cresceram 9% na Europa, África e Oriente Médio. A América do Norte avançou 5% e a região Ásia-Pacífico, sem a China, cresceu 2%. A América Latina recuou 3%. Na China, a queda chegou a 23%, em meio à redução planejada de produtos químicos básicos e itens de menor margem.
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