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Bombeiros combatem 12 incêndios florestais em Mato Grosso neste sábado


Equipes atuam em dez municípios para conter as chamas e evitar a propagação do fogo durante o período de estiagem

 

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu oito incêndios florestais nas últimas 24 horas. As equipes seguem, neste sábado (22.8), no combate a 12 incêndios nos municípios de Santo Antônio de Leverger, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Feliz Natal, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Santa Terezinha, Santa Carmem e São José do Rio Claro.

Os incêndios considerados extintos estavam localizados nos municípios de Jangada e Paranatinga, sendo que, neste último, o fogo ocorreu às margens da MT-130, próximo à sede do município. As áreas vinham sendo monitoradas há alguns dias, após uma grande operação de combate realizada nos locais. Como não foram registrados novos focos, os incêndios foram considerados definitivamente extintos.

Também foram extintos incêndios nos municípios de Aripuanã, Feliz Natal, Água Boa e Colniza, onde havia três focos. Já o incêndio classificado como controlado, por não apresentar risco imediato de propagação e estar restrito a uma área considerada segura, está localizado no município de Nova Santa Helena. No município, há focos isolados, e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes.

Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.

As equipes seguem mobilizadas no combate aos incêndios florestais no município de Santo Antônio de Leverger, onde os militares atuam em três frentes. As ações de combate também são realizadas nos municípios de Paranatinga, nas proximidades da MT-020, Ribeirão Cascalheira, Feliz Natal, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Santa Terezinha, Santa Carmem e São José do Rio Claro.

Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

*Focos de calor*

Em Mato Grosso, foram registrados 257 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 151 focos de calor foram registrados no Cerrado, 105 na Amazônia e um no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados 115 focos de calor, sendo 21 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 19 focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; 19 focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; 17 focos na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; 10 focos na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga e oito focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré.

Também foram registrados quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte; quatro focos na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; quatro focos na Terra Indígena Ubawawe, em Novo São Joaquim; dois focos na Terra Indígena Bakairi, em Paranatinga; dois focos na Terra Indígena Capoto/Jarina, em São José do Xingu; dois focos na Terra Indígena Pareci, em Tangará da Serra; dois focos na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis; e um foco na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

*Fiscalização – Operação Infravermelho*

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

*Incêndios extintos*

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

*Proibição do uso do fogo*

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

agro.mt

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