Natiele reúne mais de 115 mil seguidores e está entre os principais alvos da Operação Engodo Digital
Viagens pelo mundo, joias, produtos de alto valor e uma casa de alto padrão fazem parte da rotina exibida por Natiele Aparecida aos mais de 115 mil seguidores nas redes sociais. Fora das telas, porém, a influenciadora de Sorriso passou a ocupar o centro de uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto esquema envolvendo plataformas de apostas não autorizadas.
Natiele está entre os principais alvos da Operação Engodo Digital, deflagrada nesta terça-feira (18). Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, ela mantinha dois perfis utilizados para promover sites de jogos de azar sem autorização regulatória. A influenciadora também teria administrado, com outra investigada, um grupo de WhatsApp voltado ao compartilhamento de links e orientações sobre apostas.
A investigação acompanha mais de R$ 28 milhões movimentados entre 2023 e 2025. A Polícia Civil afirma que os valores não teriam sido declarados e apura se recursos relacionados às plataformas chegavam inicialmente a empresas para, posteriormente, serem repassados a familiares e colaboradores. Também está sob investigação a eventual utilização de negócios do setor de beleza para dissimular a origem do dinheiro.
Nas redes, Natiele construiu uma imagem ligada a um padrão de vida elevado. Ela, que já estampou a capa da revista Sexy, publicou registros de viagens para destinos como Paris, Dubai, Tóquio, Maldivas, Itália, Finlândia, Coreia do Sul, Turquia, Bariloche e Ushuaia. No Brasil, também mostrou passagem por Fernando de Noronha. Desde julho de 2025, passou ainda a compartilhar imagens de uma residência de alto padrão.
A Engodo Digital reúne 56 ordens judiciais contra 10 pessoas e oito empresas em Mato Grosso e São Paulo. A Justiça autorizou 14 buscas e apreensões, sequestro de patrimônio, quebra de sigilo telemático e bloqueio superior a R$ 21,4 milhões, além de medidas envolvendo perfis nas redes sociais e passaportes. Os alvos são investigados por suspeitas de exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa. Até o momento, são investigados e não condenados pelos crimes apurados.
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