O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta terça-feira (11), mas com volumes restritos às necessidades imediatas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a forte alta do dólar ao longo da sessão compensou as perdas registradas na Bolsa de Chicago, deixando o mercado físico mais neutro.
Algumas praças apresentaram valorização e, segundo Silveira, ofereceram oportunidades de negociação. O analista ressalta, porém, que a proximidade do relatório desta quarta-feira (12) reduziu a disposição dos agentes para operações de maior volume.
“Ninguém quis operar grandes volumes, enquanto muitos produtores seguem trabalhando com pedidas bastante acima das cotações”, destaca Silveira.
Confira as cotações no Brasil:
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira (11), na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes, mais uma vez, optaram por posicionar suas carteiras antes do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.
O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas segue pesando sobre as cotações. Segundo o USDA, 62% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam em condições boas ou excelentes até 9 de agosto, ante 63% na semana anterior. Outros 28% estavam em situação regular e 10% entre ruins e muito ruins, frente a 28% e 9%, respectivamente, em 2 de agosto.
Até esta terça-feira (11), 26% das áreas de soja dos Estados Unidos estavam afetadas pela seca, segundo dados do USDA e do National Drought Mitigation Center. Chuvas e temperaturas mais amenas favoreceram a cultura na última semana.
O Departamento deverá indicar corte nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,469 bilhões de bushels. Em julho, a previsão era de 4,475 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 302 milhões de bushels, contra 302 milhões indicados em julho. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 330 milhões para 324 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 124,4 milhões de toneladas, subindo frente aos atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 125,3 milhões para 125,6 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 11,68 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,84 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,87%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,22%, a US$ 310,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,12 centavos de dólar, com perda de 1,02 centavo ou 1,47%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,02%, sendo negociado a R$ 5,1636 para venda e a R$ 5,1616 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0983 e a máxima de R$ 5,1778.
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