O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) arquivou uma reclamação disciplinar contra seis desembargadores de Mato Grosso suspeitos de desvio de função.
Eles eram acusados pelos empresários Gilberto Romanato e Eliana Moreira da Silva Romanato de praticarem ações suspeitas em um processo envolvendo a posse de uma terra estimada em R$ 350 milhões.
Na reclamação, são citados os desembargadores Clarice Claudino da Silva, João Ferreira Filho, Nilza Maria Pôssas de Carvalho, Serly Marcondes Alves, Sebastião Barbosa de Farias e o desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho.
Os empresários pediram que todas as ações decididas pelos magistrados referentes à Fazenda El Dorado, em Barra do Garças (515 km de Cuiabá), fossem suspensas até a conclusão da disputa judicial.
Na análise do caso, o ministro Mauro Campbell, corregedor-geral do CNJ, afirmou que já existe outro processo envolvendo “fatos coincidentes” contra os desembargadores. Por esse motivo, decidiu não analisar o mérito da reclamação, para evitar duplicidade de processos.
Os empresários haviam protocolado a reclamação em julho.
A disputa gira em torno da venda da Fazenda El Dorado. Os empresários teriam negociado a propriedade por R$ 67,5 milhões, em 2012. No entanto, receberam R$ 20 milhões e, mesmo assim, os novos proprietários tomaram posse da fazenda.
Segundo a reclamação, os desembargadores teriam aprovado medidas que modificaram o processo de cobrança.
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