MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.

Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.

A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.

A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.

Exportações perdem espaço

Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.

A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.

Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.

O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.

Fonte: MidiaJur

agro.mt

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