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Canola/RS: Lavouras avançam para fases reprodutivas e mantêm bom potencial, apesar de danos pontuais por granizo – MAIS SOJA


Canola: A cultura apresenta evolução satisfatória, e as lavouras se distribuem entre desenvolvimento vegetativo, floração, formação de síliquas, enchimento de grãos e início de maturação nas áreas mais precoces.

As precipitações frequentes, associadas à elevada umidade do solo e à baixa luminosidade, reduziram temporariamente o crescimento vegetativo. Nas áreas em floração, persiste a preocupação quanto aos possíveis reflexos do excesso de umidade sobre a fecundação das flores. Contudo, os efeitos ainda são pontuais e de baixa representatividade na escala estadual.

Os eventos localizados de granizo e ventos fortes provocaram danos em parte dos cultivos, com intensidade variável conforme a região e o estádio fenológico, mas sem comprometer significativamente o potencial produtivo da cultura na maior parte das áreas. Nas lavouras mais adiantadas, iniciou-se o monitoramento da maturação, visando às operações de dessecação pré-colheita.

O ambiente úmido mantém elevada a atenção para o monitoramento de pragas, como traça-das-crucíferas, e de doenças, especialmente canela-preta. No entanto, o excesso de umidade restringiu a realização de manejos fitossanitários.

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A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições térmicas foram mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura nas últimas semanas. Entretanto, a baixa disponibilidade de radiação solar e a saturação hídrica dos solos, decorrente das precipitações persistentes, reduziram o ritmo de crescimento das plantas, mas sem prejuízos expressivos visíveis ao potencial produtivo até o momento.

Na de Ijuí, mais de 60% da área cultivada se encontra em estádio reprodutivo, predominando a fase de floração. O desenvolvimento e o potencial produtivo das lavouras estão satisfatórios, embora o excesso de umidade durante o florescimento mantenha a preocupação quanto à fecundação das flores. Até o momento, tais efeitos não são observados de forma significativa nos cultivos. Nas áreas atingidas por granizo, registram-se danos em folhas, hastes e estruturas reprodutivas, os quais comprometem parcialmente o rendimento.

Porém, essas áreas representam pequena parcela da superfície cultivada. Na de Pelotas, as lavouras apresentam bom estande de plantas e continuam em estágio de desenvolvimento vegetativo, dentro da normalidade para o período. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, aproximadamente 70% estão em floração. Foram realizadas aplicações preventivas de fungicidas. Os ventos intensos ocasionaram acamamento de plantas em algumas áreas, o que pode reduzir parcialmente o rendimento. Os episódios de granizo atingiram lavouras em Capão do Cipó, onde mais de 1.000 hectares foram afetados, mas as perdas estão inferiores a 10% do potencial produtivo.

Em Jari, cerca de 600 hectares sofreram danos semelhantes, também com redução inferior a 10%. Já em Quevedos, aproximadamente 300 hectares foram atingidos com elevada intensidade, e houve perda total das áreas afetadas.

Na de Santa Rosa, 28% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 66% em floração, 5% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As áreas mais precoces avançam para o enchimento de grãos, e inicia o monitoramento da maturação para a definição da dessecação pré-colheita. Em Santo Antônio das Missões, o granizo atingiu aproximadamente 1.000 hectares, dos quais cerca de 800 hectares apresentaram perda total e 200 hectares perdas próximas de 80%, o que motivou o acionamento de seguros agrícolas em parte das propriedades.

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Na de Soledade, 50% estão em desenvolvimento vegetativo e 50% florescimento/formação de síliquas. Embora as chuvas intensas possam ter reduzido a fecundação das flores em parte das áreas em floração, os impactos esperados tendem a ser limitados em razão do comportamento reprodutivo da cultura. Foram registrados danos localizados por granizo, principalmente nos municípios de Estrela Velha e Victor Graeff, sem danos expressivos. As adubações nitrogenadas foram concluídas, e as aplicações fitossanitárias ocorreram apenas em janelas pontuais devido às condições meteorológicas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí foi R$ 132,20; na de Santa Rosa, R$ 131,30.

Fonte: Emater/RS



 

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