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‘Exportação de soja deve reduzir o ritmo no 2º semestre e mercado tende a ficar mais calmo’, diz Vlamir Brandalizze


Divulgação Embrapa Soja

A soja em Mato Grosso fechou julho com a maior média de preços do ano. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, alta de 9,49% em relação a junho e de 3,91% na comparação com julho de 2025.

De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, a valorização foi impulsionada pela combinação entre a alta das cotações na Bolsa de Chicago e o fortalecimento da demanda pela soja brasileira no mercado internacional. Segundo Brandalizze, o cenário favoreceu a comercialização da oleaginosa pelos produtores, que aproveitaram o momento para avançar nas vendas.

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Apesar do bom desempenho dos preços, o cenário é diferente para a indústria de esmagamento, que segue enfrentando desafios no mercado interno. O analista explica que a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel não se confirmou em julho, reduzindo o potencial de crescimento da demanda por óleo de soja. Além disso, o consumo doméstico segue pressionado pelo ritmo mais lento da economia.

“A indústria esperava que o governo aumentasse a mistura do biodiesel para ampliar a demanda interna, mas isso não aconteceu. Outro fator é a demanda reprimida por óleo para consumo humano e para a indústria, devido à desaceleração da economia brasileira”, diz o especialista.

“Principalmente em Mato Grosso, o farelo de soja enfrenta uma concorrência forte com o DDG do milho. Isso acaba apertando o mercado da indústria”, completa Brandalizze.

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O que esperar?

Para os próximos meses, Brandalizze avalia que o mercado deve entrar em um período de menor movimentação. A expectativa é de desaceleração das exportações brasileiras no segundo semestre, enquanto a oferta de DDG continuará aumentando com a expansão da indústria de etanol de milho.

“A exportação da soja deve diminuir o ritmo agora no segundo semestre. Espera-se um mercado mais calmo, sem aquela pressão de demanda aquecida. Vamos ter uma oferta maior de DDG, além da concorrência do óleo de milho produzido pelas usinas de etanol”, comenta.

Na avaliação do analista, esse conjunto de fatores deve manter o mercado doméstico mais equilibrado até o fim do ano.

“Não espero uma demanda muito aquecida. A indústria deve continuar trabalhando em um cenário de maior competição e de consumo interno mais moderado durante o restante do ano”, conclui.

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