Presidente do partido afirmou que é natural que o resultado da convenção desagrade a alguns, mas a escolha do partido é legal
O presidente do diretório do União Brasil, ex-governador Mauro Mendes, admitiu que a convenção do partido deve gerar ressentimento do grupo que apoia o senador Jayme Campos. O partido já chegou à convenção com duas alas bem demarcadas.
“É normal que o senador Jayme saia com algum ressentimento. Mas o processo de escolha do partido foi totalmente claro, os convencionais autorizados votaram e escolheram [a opção de coligação com o Republicanos]”, disse.
Mauro venceu na convenção o senador Jayme Campos, ao conseguir conduzir o partido para uma aliança com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A opção de coligação recebeu 30 votos, mas da metade dos convencionais a aprovaram.
A candidatura própria de Jayme Campos recebeu apenas 19 votos, quase a metade dos votos que o deputado estadual Júlio Campos, irmão do senador, vinha calculando que a ala deles no União Brasil receberia.
Ao fim da contagem dos votos, Jayme não contestou o resultado, mas disse que teria sido “patrolado pelo poder econômico”. Disse ainda que não iria se comprometer grupos econômicos, mas sem deixar claro se participará ou não da campanha eleitoral.
Mauro disse que o partido não vincula os filiados a apoiar obrigatoriamente seus candidatos, dando a entender que não haverá punição a Jayme Campos, caso ele opte por apoiar outro candidato ao governo.
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