A colheita do algodão da safra 2025/2026 em Mato Grosso alcançou 13,11% da área cultivada nesta última semana de julho. Apesar do avanço diário nas lavouras do estado, o ritmo atual encontra-se abaixo da média dos últimos cinco anos, período em que o índice costumava registrar 20,97% para o mesmo intervalo. Os dados consolidados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.
De acordo com o levantamento do Imea, o atraso observado na colheita é reflexo direto das chuvas atípicas registradas em diversas regiões mato-grossenses durante meados de junho, fator que obrigou os produtores a postergar a entrada das colheitadeiras nas plantações. Contudo, em comparativo com a safra passada — quando o índice de colheita estava em 9,75% —, o cenário atual apresenta um ganho de 3,36 pontos percentuais (p.p.), ficando atrás apenas da média histórica em 7,86 p.p.
A analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira, destaca que a expectativa para o setor é de forte aceleração nas próximas semanas. “Apesar do atraso inicial provocado pelas precipitações de junho, o ritmo deve se intensificar no próximo período, especialmente porque a segunda safra representa mais de 85% da área cultivada no estado”, pontua.
Entre os polos produtivos mato-grossenses, o Nordeste lidera o avanço da colheita com 46,80% da área já colhida, seguido de perto pelo Sudeste do estado, que atingiu 22,12%.
O avanço gradual da oferta no mercado interno começou a pressionar as cotações em Mato Grosso. Na última semana, o indicador de preços da pluma calculado pelo Imea fechou cotado em R$ 126,80 por arroba, registrando um recuo de 0,28% em relação ao período anterior.
Esse movimento de baixa no mercado estadual caminhou na contramão da Bolsa de Nova York (ICE Futures), onde os contratos futuros registraram valorização impulsionados por incertezas climáticas em torno da safra norte-americana e por novas tensões geopolíticas no Oriente Médio e na região do Mar Negro.
Outro destaque do boletim foi a retração de 3,16% no preço do caroço de algodão disponível, negociado a uma média de R$ 856,47 por tonelada. A desvalorização decorre diretamente do aumento do volume ofertado com a intensificação do beneficiamento da safra nas indústrias.
No que tange aos negócios antecipados, o boletim do Imea aponta que a comercialização da pluma referente à safra 2026/2027 atingiu 29,35% da produção estimada em julho. Já o ciclo atual (2025/2026) acumula 73,01% da produção comercializada.
Paralelamente, o instituto procedeu a uma revisão para cima nos índices de produtividade da safra 2025/2026, projetando um rendimento médio de 310,67 arrobas por hectare. Com isso, a expectativa de produção total de caroço de algodão no estado ganha fôlego, consolidando o peso estratégico de Mato Grosso no cenário nacional e internacional do agronegócio.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou, nesta terça-feira (21),…
Caio Coppolla diz que atitude do governo federal sobre embargados tarifários tem sido contraditória nos…
Trabalhador sofreu uma fratura na costela direita e diversos ferimentos pelo corpo. Um trabalhador de…
Movimentação da safra, custos operacionais e desempenho das exportações influenciaram as tarifas, avalia Conab Os…
O Tribunal do Júri que julga os três acusados de participação no assassinato do advogado…
Agricultural Solutions eleva EBITDA e avança rumo à abertura de capital prevista para 2027 A…