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Ceema: Milho sobe em Chicago com clima nos EUA e tensões globais, enquanto Brasil acelera vendas – MAIS SOJA


A cotação do milho, para o primeiro mês em Chicago, igualmente voltou a subir nesta semana, fechando a quinta-feira (23) em US$ 4,64/bushel, contra US$ 4,41 na semana anterior. O clima nos EUA e os conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, além da forte alta no valor do trigo estão na origem deste movimento altista.

Dito isso, a safra estadunidense de milho caminha bem, apesar de o clima mais seco e quente no momento. Tanto é verdade que o USDA divulgou que, no dia 19/07, apenas 9% das lavouras estavam em condições entre ruins a muito ruins. Outras 24% estavam regulares e 67% estavam entre boas a excelentes.

Já no Brasil os preços pouco se movimentaram, porém, o ritmo de negócios é melhor do que o registrado na mesma época do ano passado. Os produtores passaram a vender maiores quantidades do milho safrinha nesta segunda quinzena de julho. Em tal contexto, as principais praças gaúchas ainda permaneceram em R$ 58,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco. Já na B3 o vencimento setembro/26 chegou a R$ 70,11/saco, janeiro/27 atingiu a R$ 76,58, março/27 foi negociado a R$ 77,73 e maio/27 atingiu a R$ 76,82/saco em alguns momentos da semana.

Por outro lado, no Centro-Sul brasileiro, até o dia 16/07 a colheita da safrinha atingia a 49% da área semeada na região, contra 55% um ano atrás. Já a Conab informou que, até o dia 17/07, a colheita da segunda safra, em todo o Brasil, alcançava 49,8%, contra a média de 56,7%. Os estados mais adiantados com a colheita, naquela data, eram Mato Grosso (79,8%), Tocantins (73%), Maranhão (70%), Piauí (58%), Goiás (28%), Minas Gerais (18%), Mato Grosso do Sul (17%), Paraná (16%) e São Paulo (9%).

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Enfim, as exportações brasileiras de milho, nos 13 primeiros dias úteis de julho, chegaram a 786.705 toneladas, com a média diária ficando 42,8% abaixo da média de todo o mês de julho do ano passado. Já o preço médio recebido por tonelada avançou 4,5% até aqui, saindo dos US$ 205,20 de 2025 para US$ 214,40 no acumulado de julho de 2026 (cf. Secex).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE
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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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