Enquanto as investigações avançam, universidade é cobrada por ações para proteger estudantes e coibir abusos
Ao menos dois professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) respondem, simultaneamente, a acusações de assédio envolvendo alunas da instituição. Os casos, que tramitam nas esferas criminal e administrativa, acendem um alerta sobre a segurança das estudantes e a capacidade da universidade de prevenir e combater esse tipo de conduta.
Em um dos episódios, um docente foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de assédio sexual e constrangimento ilegal após a conclusão de dois inquéritos. No outro, um professor foi afastado cautelarmente pela UFMT depois que uma estudante denunciou episódios de assédio, perseguição e insistentes tentativas de contato, tendo a Justiça concedido medidas protetivas em favor da vítima.
Embora os processos sejam distintos e independentes, ambos têm origem em denúncias de alunas que afirmam que a relação acadêmica foi ultrapassada por comportamentos incompatíveis com a função exercida pelos docentes. Os dois casos seguem em tramitação, e os investigados negam as acusações.
A sucessão de denúncias coloca a UFMT diante da necessidade de reforçar mecanismos de prevenção, acolhimento e apuração de casos de assédio no ambiente universitário. Ao mesmo tempo, as investigações devem observar o devido processo legal, garantindo o direito à ampla defesa e à presunção de inocência dos envolvidos.
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