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DNA de presos em MT desvenda roubos aos Correios e crime sexual cometido em SP


Politec cruzou dados genéticos de condenados e conseguiu solucionar casos que estavam sem autoria identificada. Mais de mil presos cederam amostras

A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu a primeira fase da Operação Elos DNA e identificou dois homens, que cumprem pena em Mato Grosso, como autores de outros crimes cometidos dentro e fora do Estado. A identificação se deu por meio de exame genético.

Um dos condenados foi identificado como autor de dois assaltos a agências dos Correios nos municípios de Cuiabá e Nova Lacerda, em 2015. Já o segundo indivíduo, teve o DNA vinculado a um crime sexual praticado no Estado de São Paulo, no ano de 2020.

Na primeira fase da operação, foram colhidas amostras de saliva de aproximadamente 1.050 presos. Destas, 249 já foram processadas pelo Laboratório de DNA Forense e incluídas nos bancos Estadual e Nacional de Perfis Genéticos. O processamento das amostras leva semanas.

Após serem inseridos nos bancos, os perfis genéticos passam a ser confrontados automaticamente com vestígios biológicos coletados em locais de crimes de todo o país, possibilitando a identificação de possíveis autores de crimes que, até então, permaneciam sem autoria identificada.

Coordenada pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), a Operação Elos DNA teve início em maio de 2026, com o objetivo de realizar coletas de materiais biológicos de custodiados nas unidades prisionais para o bancos Estadual e Nacional de Perfis Genéticos, com a finalidade de identificar a autoria de crimes.

A legislação determina a coleta obrigatória de material genético (DNA) de pessoas condenadas à pena de reclusão em regime fechado por crimes cometidos com grave violência contra a pessoa, contra a liberdade sexual ou de natureza sexual praticados contra vulneráveis. A medida também se aplica a condenados por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes e por atuação em organizações criminosas que utilizem armas de fogo.

Após a coleta do primeiro grupo de amostras, o material está sendo processado e os perfis genéticos inseridos no banco de dados. As próximas fases da operação preveem novas coletas nas unidades prisionais de Mato Grosso.

agro.mt

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