Operação Fariseus cumpriu mandado de prisão e de busca e apreensão contra investigados por apoio financeiro, logístico e comunicacional a integrantes de organização criminosa
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (16.7), a Operação Fariseus, que investiga a atuação de membros de uma mesma família suspeitos de prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico a integrantes de uma facção criminosa, com indícios de desvirtuamento da atividade religiosa declarada.
Foi cumprido um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão de dispositivos eletrônicos e de outras medidas cautelares, como a quebra de sigilo telefônico, de dados telemáticos e bancário, bem como a suspensão temporária do ingresso dos investigados em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Outro eixo relevante da investigação envolve viagens frequentes a uma comunidade do Rio de Janeiro. Integrantes do grupo estiveram na residência utilizada por um criminoso foragido, situada em área dominada por facção criminosa, onde foram produzidos registros fotográficos e audiovisuais em meio a fuzis, pistolas, revólveres, carabinas e rádios comunicadores, alguns personalizados com referências à organização criminosa.
As imagens mostram evangelistas ao lado de lideranças da facção, foragidos da Justiça e pessoas responsáveis pela segurança armada dos líderes. Também foram encontrados registros de crianças portando armamentos personalizados e fotografias dos próprios investigados manipulando diferentes armas de fogo.
As videochamadas também constituíram importante elemento probatório. Mulheres vinculadas ao projeto religioso mantinham contato direto com lideranças foragidas e pessoas armadas. Em um dos registros, um conselheiro foragido participa de uma chamada de vídeo enquanto um de seus comparsas efetua disparos de fuzil em uma comunidade.
As mulheres ligadas ao projeto religioso integravam um grupo que realizava viagens ao Rio de Janeiro, frequentava áreas dominadas pela facção criminosa e mantinha relacionamentos pessoais e íntimos com integrantes da organização, sendo parte dessas viagens custeada pelos próprios criminosos.
As conversas analisadas também indicaram que integrantes do núcleo familiar intermediavam contatos com presos e mantinham comunicação direta com internos por telefone. Em um dos episódios, uma investigada solicitou a aplicação de um “salve” contra um homem acusado de furto, expressão utilizada por organizações criminosas para determinar punições disciplinares.
A investigação identificou ainda diálogos relacionados à venda de uma arma de fogo que estaria escondida em uma propriedade rural utilizada pela família. O fato foi analisado em conjunto com as fotografias de armamentos e os demais registros de convivência com integrantes armados da facção.
Os elementos reunidos indicam que o grupo investigado extrapolou os limites da assistência religiosa e estabeleceu vínculos pessoais, comunicacionais e financeiros com presos, foragidos e lideranças da organização criminosa. O grau de participação e a extensão da cooperação prestada por cada investigado ainda estão sendo individualizados no decorrer das investigações.
A jovem, com a participação de seus pais, utilizava a estrutura familiar para, de forma dissimulada, prestar suporte operacional e comunicacional à facção criminosa.
Valendo-se da assistência prestada por meio de um projeto religioso, extrapolava a finalidade da atividade declarada, utilizando o acesso ao sistema prisional para oportunizar a aproximação, o apoio e o eventual favorecimento de lideranças da facção que se encontravam presas ou foragidas da Justiça.
Continuidade das investigações
O trabalho investigativo prossegue com a análise do material apreendido, o rastreamento dos valores movimentados e a individualização das condutas, com o objetivo de concluir o inquérito policial e promover o eventual indiciamento dos envolvidos.
Nome da operação
O nome “Fariseus” faz referência ao suposto uso da atividade religiosa como instrumento para promover aproximação, comunicação e suporte a integrantes de organização criminosa, em desvio da finalidade declarada.
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