A safra agrícola brasileira de 2026 deve alcançar 347,4 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de 0,4% em relação a 2025, com 1,3 milhão de toneladas a mais na comparação anual. Frente ao levantamento de maio, a projeção recuou 3 milhões de toneladas, queda de 0,8%.
A revisão mensal foi influenciada principalmente pelas estimativas menores para o milho de segunda safra e para o trigo. A área a ser colhida em 2026 foi estimada em 83,2 milhões de hectares, avanço de 1,9% sobre 2025, equivalente a 1,6 milhão de hectares. Em relação a maio, houve recuo de 60.985 hectares, ou 0,1%.
A soja segue como principal destaque da safra. A produção foi estimada em volume recorde de 174,8 milhões de toneladas, alta de 0,1% ante maio e de 5,3% sobre 2025. A área cultivada alcançou 48,4 milhões de hectares, com crescimento de 1,2% na comparação anual, enquanto o rendimento médio esperado ficou em 3.618 kg/ha, avanço de 4,0%.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Arroz, milho e soja concentraram 92,8% da estimativa total de produção e responderam por 87,4% da área a ser colhida. No milho, a estimativa total ficou em 136,5 milhões de toneladas, queda de 2,1% em relação ao mês anterior e de 3,7% ante 2025. A primeira safra foi projetada em 29,7 milhões de toneladas, 15,6% acima do ano passado. Já a segunda safra foi estimada em 106,8 milhões de toneladas, recuo de 2,6% frente a maio e de 7,9% na comparação anual.
No café, a produção total de arábica e canephora foi estimada em 4 milhões de toneladas, alta de 14,7% sobre 2025. Para o cacau, a projeção ficou em 321 mil toneladas, avanço de 8,9% em relação ao ano anterior. Entre os cereais de inverno, o trigo foi estimado em 6,6 milhões de toneladas, queda de 15,0% ante 2025, enquanto aveia e cevada registraram alta.
Mato Grosso permaneceu como principal produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, com participação de 31,3%, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Os dados de junho do IBGE mostram manutenção de uma safra elevada em 2026, sustentada principalmente pela soja, com ajustes negativos nas projeções de milho de segunda safra e trigo em relação ao levantamento anterior.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Safra de 2026 é projetada em 347,4 milhões de toneladas pelo IBGE apareceu primeiro em Canal Rural.
O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que a reunião com o senador Jayme…
A demanda aquecida e a alta nas cotações internacionais estão impulsionando os embarques de soja…
Foto: Freepik Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que a casca…
As negociações de soja em grão estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, cenário que…
A Prefeitura de Cuiabá reforçou, nesta terça-feira (14), a parceria com o Governo de Mato…
PM encontra mais 46 tabletes de cocaína em área de queda de aeronave em Reserva…