Após um período de cinco meses de desconfiança no comércio cuiabano, a pesquisa que monitora o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) na capital voltou a registrar resultado positivo em junho. A melhora de 4,8% em relação ao mês anterior fez o indicador atingir 100,5 pontos, retornando ao patamar de confiança estabelecido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou que a melhora do indicador está relacionada às principais datas comemorativas do ano, o que refletiu na retomada da confiança ainda no fim do primeiro semestre e no início do segundo.
“A melhora dos indicadores de confiança não eliminou a percepção negativa sobre o cenário econômico nacional, evidenciando que a recuperação do otimismo empresarial ainda se apoia mais nas expectativas futuras do que na avaliação das condições presentes”, afirmou o presidente da Federação.
Embora todos os componentes da pesquisa tenham apresentado variações positivas, no indicador que avalia as Condições Atuais da Economia Brasileira o pessimismo ainda prevalece: 74,8% dos empresários afirmaram que as condições pioraram. Situação semelhante foi observada na avaliação sobre as condições atuais do setor, em que 70% dos respondentes também consideraram que houve piora.
Apesar desse cenário, o componente que monitora o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio registrou o maior avanço do mês, com alta de 5,9%, seguido pelo Índice de Investimento do Empresário do Comércio, que cresceu 4,4%.
Em relação às expectativas, o índice permaneceu em alta, passando de 113,7 pontos em maio para 120,5 pontos em junho. Todas as categorias ficaram acima da linha de confiança: Expectativa da Economia Brasileira (106,1 pontos), Expectativa do Comércio (118,8 pontos) e Expectativa das Empresas Comerciais (136,6 pontos).
Conforme análise do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), em relação à intenção de contratação, 52,9% dos empresários esperam ampliar, ao menos um pouco, o quadro de funcionários de suas empresas, o que resultou em um índice de 121,5 pontos.
Apesar da recuperação observada nos últimos meses, a pesquisa da CNC revelou que o índice atual ainda está 3,5% abaixo dos 104,1 pontos registrados em junho do ano passado, indicando que os comerciantes continuam adotando uma postura cautelosa.
Embora a confiança tenha voltado ao campo positivo, o cenário ainda inspira cautela. A avaliação predominante entre os empresários é de que a recuperação econômica permanece gradual, fazendo com que investimentos e contratações continuem concentrados no curto prazo.
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