Ministério Público Eleitoral sugeriu que os diretórios cobrem certidões criminais e cruzem informações patrimoniais com quantias gastas em campanha
O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que os partidos criem filtros para identificar o histórico dos candidatos que disputarão a eleição de 2026. O foco dos mecanismos deve ser possíveis relações dos membros do partido com facções criminosas antes e durante o processo de campanha.
O órgão quer, por exemplo, que os diretórios exijam dos pré-candidatos certidões criminais da Justiça estadual e federal e, caso haja alguma relação deles com o crime organizado, que não sejam aprovados pelas convenções.
Outro mecanismo recomendado é o cruzamento de informações que ajudem a montar um perfil socioeconômico dos pré-candidatos. O histórico deve conter informações sobre “vínculos territoriais e compatibilidade patrimonial”. O documento serviria para identificar possíveis financiamentos de campanha.
O Ministério Público Eleitoral deu prazo de 20 dias para que a direção dos partidos apresente quais medidas foram adotadas. O prazo coincide com o início das convenções partidárias, programadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
Segundo o MP, se algum filiado tiver perfil dentro dos traçados dos filtros não deverá participar das convenções. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) afirmou que existe preocupação dos órgãos com a infiltração das facções criminosas nas eleições.
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