Categories: Sustentabilidade

Entressafra exige atenção aos percevejos que podem comprometer a produtividade de soja e milho – MAIS SOJA


Foto de capa: Assessoria

Enquanto boa parte das lavouras está em entressafra, especialistas alertam que este é o momento decisivo para reduzir a população de insetos que pode comprometer a produtividade da soja e do milho no próximo ciclo agrícola. Consideradas entre as principais pragas dessas culturas no Brasil, espécies como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o percevejo barriga-verde (Diceraeus spp.) encontram abrigo em plantas hospedeiras nessa fase e podem chegar ao novo plantio com populações elevadas, aumentando significativamente a pressão de infestação já nos estágios iniciais de desenvolvimento das lavouras.

Segundo a Embrapa, o percevejo-marrom está entre as pragas mais importantes da soja brasileira, podendo provocar perdas superiores a 30% na produtividade quando não controlado adequadamente. Além da redução no rendimento, os ataques comprometem o enchimento dos grãos e a qualidade fisiológica das sementes. Já no milho, o percevejo barriga-verde causa danos principalmente nos estágios iniciais da cultura, afetando o estabelecimento das plantas e reduzindo o potencial produtivo da lavoura.

Embora os prejuízos sejam observados durante o ciclo produtivo, especialistas alertam que o manejo deve começar meses antes do plantio. A presença de plantas voluntárias, tigueras e hospedeiros alternativos durante a entressafra favorece a sobrevivência dos insetos e cria condições para o aumento populacional das pragas.

Para Alziro Neto, especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência, o período de inverno representa uma oportunidade estratégica para reduzir a pressão de infestação que será enfrentada pelos produtores no próximo ciclo.

Advertisement

“Quando altas populações de percevejos são observadas durante a safra, o problema geralmente começou meses antes. Esse é o momento mais estratégico para reduzir a pressão desses insetos e minimizar os impactos sobre a produtividade”, afirma.

A preocupação é ainda maior nas regiões que adotam o sistema soja-milho, predominante em grande parte das áreas agrícolas brasileiras. Nesse modelo, as duas culturas contribuem para a manutenção contínua das populações de percevejos ao longo do ano, aumentando a pressão sobre as lavouras e tornando o monitoramento ainda mais importante.

“O percevejo-marrom continua sendo uma das principais ameaças para a soja, enquanto o barriga-verde ganhou relevância com a expansão do milho safrinha. São espécies que exigem acompanhamento constante e decisões técnicas bem planejadas para evitar prejuízos significativos”, destaca Alziro.

Diante do aumento da preocupação com o manejo preventivo de percevejos, a Ourofino Agrociência tem promovido uma série de eventos técnicos em diferentes regiões produtoras para discutir estratégias de manejo e apresentar novas alternativas para o controle de percevejos e outras pragas de importância econômica.

Entre as soluções disponíveis está o Looked®, inseticida foliar desenvolvido para o controle por contato e ingestão, com mecanismos neurotóxicos distintos. Possuindo dois modos de ação, um ponto muito importante para o manejo de resistência dos insetos. A tecnologia apresenta amplo espectro de ação, rápida absorção e embalagem hidrossolúvel, características que ampliam as opções disponíveis aos agricultores dentro de programas de manejos de pragas.

Advertisement

“O controle eficiente dos percevejos depende da combinação entre monitoramento, boas práticas agronômicas e tecnologias adequadas. O produtor que começa a se preparar ainda na entressafra chega à próxima em condições muito mais favoráveis para proteger seu potencial produtivo”, conclui.

Sobre a Ourofino Agrociência

A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m2 de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira. Mais informações clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa 


agro.mt

Recent Posts

Chuva pode chegar a 103 mm em 48 horas em Mato Grosso do Sul

A previsão da Climatempo indica chuva forte em cinco municípios de Mato Grosso do Sul…

38 minutos ago

Análise de solo ajuda produtor a economizar com fertilizantes e aumentar a produtividade

A análise de solo é uma das tecnologias de foco da Empresa de Pesquisa Agropecuária…

4 horas ago

Você viu? Cientistas encontram enzima que aumenta em 6 vezes a produção de açúcar

O Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Lafieco) da Universidade de São Paulo (USP) descobriu…

6 horas ago

Avó, mãe e netas morrem após acidente de carro na BR-364 em MT

Acidente ocorreu na BR-364, em Diamantino, na tarde de sábado (17). Duas vítimas morreram no…

7 horas ago

Cinco pessoas morreram após carro bater de frente com carreta na MT-140

Acidente ocorreu na MT-140, em Nova Brasilândia, na noite de sábado (17). As cinco vítimas…

8 horas ago

Justiça penhora fazenda de R$ 17,6 mi do “maior desmatador do Pantanal” I MT

O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, determinou…

8 horas ago