O vereador Chico 2000 continuará ocupando sua cadeira na Câmara de Cuiabá. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou o recurso do Ministério Público e manteve a decisão que havia derrubado seu afastamento, deixando o parlamentar livre para seguir exercendo o mandato enquanto responde à investigação.
A discussão, por enquanto, não é sobre inocência ou culpa, mas sobre a necessidade de retirar um vereador eleito do cargo antes do julgamento. Para o ministro Ribeiro Dantas, não foram apresentados elementos concretos que demonstrassem risco às investigações capaz de justificar uma medida tão severa.
Chico 2000 é um dos investigados na Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas à realização de corridas de rua em Cuiabá. Segundo a investigação, ele destinou R$ 1 milhão ao Instituto Brasil Central (Ibrace), entidade que também está no centro das apurações.
Enquanto a ação penal segue seu curso, o caso permanece como mais um daqueles em que o processo anda em ritmo próprio e o mandato continua intacto. A investigação prossegue, mas, por ora, a única corrida encerrada foi a pelo afastamento do vereador.
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