O mercado brasileiro de soja registrou um dia de maior movimentação nesta quinta-feira (25), com fluxo mais intenso de negócios nos portos e melhora nas cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre as altas na Bolsa de Chicago e os prêmios firmes favoreceu a formação de preços ao longo da sessão.
De acordo com o analista, Chicago avançou impulsionada pelas melhores vendas da safra nova norte-americana. Ao mesmo tempo, o dólar recuou levemente e os prêmios permaneceram firmes, fortalecendo as indicações nos portos. “A cotação no porto chamou a atenção”, destacou Silveira.
No mercado interno, as indicações de compra também apresentaram melhora. Apesar disso, os produtores mantiveram postura cautelosa diante do cenário. “O produtor segue fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, afirmou o analista.
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para importantes regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias, com potencial para prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu uma recuperação técnica dos preços.
O mercado também encontrou sustentação nos bons números das exportações semanais norte-americanas, na recuperação dos preços do petróleo e na queda do dólar, que devolveu parte da competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional.
Além disso, os agentes começaram a ajustar suas posições antes da divulgação de importantes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima semana. Na terça-feira (30), serão divulgados os dados de plantio da safra 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos em 1º de junho.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 18,75 centavos de dólar, ou 1,69%, a US$ 11,27 1/2 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 11,37 por bushel, avanço de 20,25 centavos ou 1,81%.
Nos subprodutos, o farelo de soja para julho fechou com alta de US$ 4,60, ou 1,51%, a US$ 308,20 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho terminou o dia em 70,81 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 1,35 centavo, equivalente a 1,94%.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,37%, cotado a R$ 5,1805 para venda e R$ 5,1785 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1665 e a máxima de R$ 5,2185.
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