A colheita do milho segunda safra 2025/2026 segue em ritmo lento e apresenta atraso em comparação ao ciclo anterior, em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 0,20% da área cultivada foi colhida até a terceira semana de junho.
O percentual representa um atraso de aproximadamente 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as condições climáticas estão entre os principais fatores que explicam o cenário.
“O volume elevado de precipitações registrado nos principais municípios produtores de milho contribuiu para retardar o avanço da colheita. Apesar disso, é importante destacar que, historicamente, a colheita do milho em Mato Grosso do Sul ganha intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com pico das atividades entre o final de julho e o início de setembro”, explica Balta.
Ainda de acordo com Gabriel, embora o milho possua um período de colheita mais extenso que a soja, o cenário climático exige atenção dos produtores.
“O milho normalmente pode permanecer mais tempo no campo sem grandes prejuízos, devido às condições climáticas mais secas durante o período de colheita. No entanto, neste ano, observamos maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e até ocorrência de granizo em algumas regiões. Por isso, é recomendável que os produtores acompanhem as condições das lavouras e realizem a colheita dentro da melhor janela possível”, ressalta.
O acompanhamento das lavouras aponta que o milho se encontra entre os estádios fenológicos vegetativo e reprodutivo. As regiões nordeste, norte e oeste apresentam os melhores índices de desenvolvimento, com lavouras em boas condições variando entre 79% e 92%.
Já nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro, as condições são menos favoráveis. Nessas áreas, os índices de lavouras em condições ruins chegam a 24%, enquanto as áreas classificadas como regulares variam entre 16% e 31%.
A previsão climática para o período entre 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul, o que pode continuar influenciando o andamento dos trabalhos no campo.
No mercado, a saca da soja é cotada, em média, a R$ 112,43 no Estado, enquanto a saca do milho registra preço médio de R$ 47,92.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
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