A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão imediata de quatro policiais militares da Rotam investigados em um caso que ganhou repercussão após ser relacionado ao assassinato do advogado Renato Nery. A medida foi tomada pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá em cumprimento a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu as prisões preventivas dos agentes.
Os policiais Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso estavam respondendo ao processo em liberdade, embora submetidos a medidas cautelares impostas pela Justiça Militar, como uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das atividades operacionais e entrega das armas.
Ao reformar decisões anteriores das instâncias locais, a ministra Maria Marluce Caldas considerou a gravidade dos fatos investigados, a suposta periculosidade dos envolvidos e a possibilidade de interferência sobre testemunhas e vítimas. Com isso, determinou o retorno dos acusados ao regime fechado.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, os militares teriam participado da execução de Walteir Lima Cabral e tentado matar outras duas pessoas em julho de 2024. As investigações apontam ainda que a cena do crime teria sido manipulada para simular um confronto armado. Um laudo pericial indicou que a arma utilizada naquela ocorrência foi a mesma empregada no assassinato do advogado Renato Nery, morto uma semana antes em Cuiabá. A Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas para cumprir os mandados de prisão.
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