Levantamento da Sesp aponta 9,7 mil ocorrências aos domingos e maior incidência entre 18h e meia-noite.
Os domingos foram os dias com maior número de casos de violência contra mulheres registrados em Mato Grosso ao longo de 2025. É o que aponta o 3º Anuário da Mulher, divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que também identificou o período noturno como a faixa horária de maior incidência das ocorrências.
De acordo com o levantamento, foram contabilizados 9,7 mil registros de violência contra mulheres entre 18 e 59 anos aos domingos, o maior volume entre todos os dias da semana. Em seguida aparecem os sábados, com 8,1 mil ocorrências, e as segundas-feiras, com 7,8 mil casos.
Na outra ponta, as quartas-feiras registraram 7,3 mil notificações e as quintas-feiras 7,2 mil, os menores números observados no período analisado.
Somados, sábados e domingos concentraram 17,9 mil ocorrências, representando quase um terço de todos os registros de violência contra mulheres feitos no estado durante o ano passado.
O estudo também mostra que a maior parte dos casos ocorreu entre 18h e 23h59. Nesse intervalo foram registrados 32% de todas as ocorrências, tornando a noite o período mais crítico para as vítimas.
A faixa entre meio-dia e 17h59 respondeu por 31% dos casos, enquanto os registros entre 6h e 11h59 representaram 27%. Já durante a madrugada, entre meia-noite e 5h59, foram contabilizados 10% das ocorrências.
Os dados fazem parte de um cenário de crescimento da violência contra mulheres em Mato Grosso. Segundo o anuário, foram registrados 54,9 mil casos envolvendo vítimas de 18 a 59 anos em 2025, número 5% superior aos 52,2 mil registros contabilizados no ano anterior.
O levantamento também reforça que a violência ocorre principalmente dentro de casa. As residências particulares aparecem como o principal local das ocorrências, com 26,8 mil registros, enquanto as vias públicas somaram 3,3 mil casos.
Entre os crimes mais frequentes registrados no estado estão ameaça, com 18,9 mil ocorrências, lesão corporal, com 9,9 mil casos, e injúria, com 6,7 mil registros.
Segundo a Sesp, a análise dos dias e horários de maior incidência da violência auxilia no planejamento de ações preventivas, no fortalecimento das políticas de proteção às vítimas e na atuação das forças de segurança.
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