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Estudo avalia resistência de cultivares de trigo à brusone – MAIS SOJA


A Rede de Ensaios Cooperativos acaba de divulgar o resultado da avaliação de cultivares de trigo quanto à resistência à brusone da espiga. Foram realizados dez ensaios a campo em cultivo de trigo de sequeiro, em seis estados do Brasil Central, nas safras 2024 e 2025. O boletim com os resultados foi publicado pela Embrapa Trigo.

O estudo, conduzido pela Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), avaliou a reação à brusone de 20 cultivares de trigo em dez ensaios conduzidos nas safras de 2024 (quatro locais) e de 2025 (seis locais). Seguindo um protocolo, as instituições de pesquisa que participam da Recorbe instalaram ensaios, a partir de sementes cedidas pelas empresas obtentoras, para avaliar a brusone em seis estados: Fundação MS (Maracaju, MS), UFLA (Lavras, MG), Coopadap (São Gotardo, MG), IDR (Londrina, PR), Círculo Verde (Luis Eduardo Magalhães, BA), além das unidades da Embrapa Trigo (Uberaba, MG), Cerrados (Planaltina, DF) e Tabuleiros Costeiros (São Miguel dos Campos, AL).

O pesquisador da Embrapa Trigo João Leodato Nunes Maciel explica que foram avaliadas três variáveis no estudo: rendimento de grãos, peso hectolitro (PH) e incidência de brusone na espiga. “Apesar da relação direta entre as variáveis no campo, o grupo de pesquisadores optou por isolar cada uma delas favorecendo aspectos que podem distinguir as cultivares frente à presença da bursone nas lavouras de trigo”.

Desta forma, as cultivares que se destacaram em relação às três variáveis analisadas no estudo foram as seguintes:

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  • menor incidência de brusone a campo: TBIO Convicto, ORS Feroz e TBIO Duque;
  • maior rendimento de grãos: TBIO Valente, ORS 1403 e BRS Savana;
  • maior peso do hectolitro: BRS Savana e TBIO Valente.
Figura: Caracterização de cultivares de trigo em ambiente tropical em relação ao rendimento de grãos e à incidência de brusone em espigas sob condições de campo.

RECORBE a Rede de Ensaios Cooperativos para a Resistência à Brusone da Espiga de Trigo (Recorbe), iniciada em 2018, tem como base a execução de ensaios de campo por empresas ou instituições brasileiras interessadas no tema “reação de cultivares de trigo à brusone”. Entre os parceiros que conduzem os ensaios da rede estão cooperativas, instituições de pesquisa e universidades. O principal objetivo da rede é caracterizar as cultivares de trigo disponibilizadas para os produtores rurais quanto à resistência da brusone da espiga. A coordenação é da Embrapa Trigo que, a cada dois anos de condução dos ensaios, reúne as informações junto ao grupo da Recorbe para elaboração de um boletim técnico, onde são apresentados e analisados os resultados obtidos nos ensaios.


Brusone ainda desafia a triticultura

A brusone do trigo continua sendo um grande desafio nas lavouras brasileiras, cuja redução na produtividade pode chegar aos 63% para uma incidência de 50% nas espigas. Os danos maiores são observados nas lavouras dos estados do Brasil Central, embora também prejudique a cultura de forma relativamente importante nos estados da Região Sul, especialmente no norte do Paraná.

Desde a identificação da doença, em 1985, diversas ações têm sido desenvolvidas no Brasil por instituições de pesquisa, universidades, cooperativas e associações de produtores, com o objetivo de gerar e divulgar conhecimento sobre as melhores opções de manejo e controle da brusone do trigo. Ajustes no calendário de semeadura buscando o escape da brusone no espigamento do trigo, bem como a eficiência no uso dos fungicidas são resultados de pesquisa apresentados frequentemente pelas instituições.

O pesquisador João Leodato Maciel destaca as ações de melhoramento genético no combate à brusone do trigo: “É importante destacar a disponibilização de cultivares de trigo com a sequência 2NS em seu genoma em meados de 2010,  condição que tem permitido ao produtor contar com cultivares com maior resistência à doença”, entretanto, mesmo com os benefícios proporcionados pelo 2NS, o pesquisador lembra que “é preciso manter o monitoramento para as possíveis mutações do fungo, o que pode gerar variantes deste patógeno com capacidade de romper essa resistência”.

Fonte: Embrapa

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agro.mt

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