PL tem reiterado apoio ao senador desde fevereiro, mas sem conseguir superar especulações sobre o futuro do projeto ao governo de Mato Grosso
A inconsistência da pré-candidatura virou um problema para o senador Wellington Fagundes. O Partido Liberal (PL) tem precisado reiterar o projeto dele por rumores que o colocam em dúvida. E a maioria dos boatos surgiu após comportamentos de colegas de partido.
Em fevereiro, a direção nacional da sigla anunciou Wellington como pré-candidato ao governo de Mato Grosso. Houve um jantar com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e outros membros para anúncio.
Mas, horas mais tarde, o próprio anúncio foi colocado em questão com o vazamento de um bilhete atribuído a Flávio Bolsonaro em que o nome do Otaviano Pivetta (Republicanos), outro pré-candidato ao governo, aparecia ao lado do senador. Eles negaram a especulação e disseram que não tinha verdade nesse bilhete.
No começo de março, Wellington Fagundes visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão para tentar resolver o problema das candidaturas. Dois dias depois, ele convocou uma coletiva de imprensa e disse que estava garantido na disputa.
E de novo o anúncio não foi longe. Ainda durante a coletiva, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini disse ter ouvido nos corredores de Brasília que a pré-candidatura do senador estava mais vinculada à da deputada estadual Janaína Riva (MDB) do que à do deputado federal José Medeiros, colega de partido. Ambos devem concorrer ao Senado.
Se passaram semanas de atrito entre Medeiros e Wellington. O deputado recordou a estratégia de 2023 de Bolsonaro de o PL se concentrar nas candidaturas ao Senado neste ano e deixar o governo de lado. Essa ideia foi reforçada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que gravou vídeo com Medeiros sobre assunto, e Wellington Fagundes sequer foi mencionado.
Nessa terça-feira (16), o presidente Valdemar da Costa Neto precisou se manifestar novamente para reforçar o apoio ao projeto de Wellington e pela segunda semana consecutiva.
Os posicionamentos tão pertos um do outro ocorreram porque adversários políticos têm dito que há rumores fortes nos bastidores que apontam para saída de Wellingtonna corrida, por desistência própria ou por decisão nacional.
Por coincidência ou não, os rumores começaram a aparecer após a suposta ida do senador ao Gilmarpalooza, evento realizado em Portugal, no começo de junho, organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
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