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Milho 26/27: Custos de produção saltam 15% em MT e exigem travamento de preços – MAIS SOJA


Em jun/26, o USDA divulgou o relatório de oferta e demanda mundial da safra 25/26, com alta de 0,94% na oferta em comparação à divulgação anterior. O departamento projetou a produção mundial de milho em 1,33 bi de t, aumento de 1,07% ante o último relatório. Esse avanço foi impulsionado pelo reajuste da área cultivada para 215,17 mi de ha, +0,71% em relação a mai/26.

No que se refere à demanda mundial, o consumo doméstico foi revisado para 1,30 bi de t, incremento de 0,55% ante a última divulgação. Diante do maior aumento da oferta ante a demanda, os estoques finais foram revisados para cima, e ficaram em 303,36 mi de t, +2,16% em relação à última divulgação. Para a safra 26/27, a produção mundial de milho foi elevada para 1,30 bi de t, alta de 0,39%, reflexo da maior área semeada na Índia, além da maior demanda para o consumo doméstico. Diante desse cenário, os estoques finais aumentaram para 281,22 mi de t, adição de 1,32%, reforçando a disponibilidade do cereal e mantendo a pressão sobre os preços.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: o Prêmio Santos subiu 23,33% no comparativo semanal, refletindo maior demanda de tradings sobre o milho brasileiro e pela exportação e demanda mais intensa pelo milho no spot.
  • AUMENTO: diante do aumento da aversão ao risco do mercado decorrente do conflito no Oriente Médio, a moeda norte-americana subiu 1,90% frente à semana passada.
  • BAIXA: o preço do cereal no indicador Cepea Campinas registrou queda de 0,54% em relação à semana passada, assim cotado na média de R$ 64,23/sc.
Segundo o CPA-MT¹, o custeio da safra 26/27 foi estimado em R$ 3.799,42/ha em mai/26, alta de 14,46% ante o consolidado da safra 25/26.

O resultado foi influenciado pelas maiores despesas com fertilizantes e defensivos, além, também, do aumento dos custos das sementes utilizadas na produção, refletindo tanto o encarecimento do insumo quanto o avanço tecnológico do material genético. Como resultado, o COE apresentou incremento de 15,03% em relação à safra passada, encerrando mai/26 em R$ 5.528,49/ha. Por fim, o CT avançou 10,30% no comparativo anual e atingiu R$ 7.418,49/ha.

Nesse cenário, o aumento dos custos da safra futura amplia a necessidade de investimento para o cultivo. Contudo, com uma produtividade de referência de 120,28 sc/ha, o produtor precisará comercializar a saca de milho a, pelo menos, R$ 45,96 para cobrir o COE, reforçando a importância do travamento de preços em momentos oportunos para garantir melhor rentabilidade.

Fonte: IMEA

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agro.mt

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