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Vereadores de Cuiabá querem mudar regras da disputa pela Mesa Diretora


Atual presidente Paula Calil (PL) pode ser vetada ou permitida a concorrer, e outros candidatos podem aparecer se eleição foi adiada

A disputa pela Mesa Diretora de Câmara de Cuiabá pode ser reconfigurada. Os vereadores devem votar nas próximas semanas alterações na Lei Orgânica e no Regimento Interno. Elas tendem a influenciar a articulação dos candidatos. 

Nesta segunda-feira (15) a presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), e os demais vereadores devem ter uma reunião para acertar uma nova data para a eleição, programada para agosto. Duas datas novas foram sugeridas até o momento, 1º de outubro e 5 de novembro. 

É esperado que até julho os vereadores decidam se vão ou não alterar o Regimento Interno, para permitir a reeleição para a Mesa Diretora. As apostas nessa alteração divergem. 

São necessários dois terços de vereadores a favor para aprovar a reeleição. Paula Calil, a maior interessada na mudança, tem tentado convencer vereadores. Ela inclusive tem o apoio do adversário, vereador Dilemário Alencar (União Brasil), para reeleição, caso a concorrência seja permitida. 

“Se ela conseguir os 14 votos dos vereadores [necessários para vencer a eleição da Mesa Diretora], eu vou entender que ao menos a maioria dos vereadores quer que ela permaneça no cargo, e ela está fazendo uma boa gestão”, diz Dilemário. 

Em conversa recente, Dilemário e Paula concordaram em aprovar o adiamento da eleição da Mesa – para qual data ainda não está definido. Mas ele disse que mantém sua candidatura a presidente. 

Dilemário diz que acha pouco provável que 18 vereadores concordem em mudar o Regimento Interno tão em cima da eleição para a Mesa. Nesse caso, ele e o vereador Ilde Taques (Podemos) seriam os concorrentes. (A vigor, eles são os candidatos, pois a normativa que vale hoje proíbe a participação de Paula, por ela ser a atual presidente). 

A conversa iniciada com Paula Caiil talvez dê uma dianteira a Dilemário nessa hipótese, mas a vantagem não é larga. Na mesma conversa, os grupos de Paula e Dilemário concordaram que, caso ela não possa concorrer, eles deverão debater um novo nome. 

Nesse ponto, os efeitos do adiamento da votação podem aparecer. Os candidatos terão no mínimo mais um mês para articular as suas candidaturas, e outro vereador pode entrar na concorrência, então seriam ao menos três candidatos atrás de 14 votos. 

agro.mt

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