O mercado brasileiro de soja teve uma sessão bastante aquecida nesta quarta-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve forte movimentação nos portos e maior participação dos produtores, favorecida pelas condições de negociação para embarques e pagamentos mais alongados.
Os prêmios seguem em níveis considerados atrativos, especialmente para contratos com pagamento em agosto e setembro. De acordo com o analista, o spread mensal para esses meses supera R$ 2,00 por saca, tornando as operações mais interessantes para os vendedores.
Nos portos, foram registrados volumes expressivos de negociações em Santos, São Francisco do Sul e Paranaguá. A indústria também esteve presente nas compras, ampliando a demanda por lotes durante o dia.
Silveira destaca que os pagamentos alongados seguem como um dos principais atrativos do mercado, principalmente para operações com liquidação entre agosto e setembro.
Mesmo com a leve queda do dólar ao longo da sessão, os prêmios favoráveis e os momentos positivos observados na Bolsa de Chicago contribuíram para sustentar o ritmo dos negócios.
Segundo o analista, o produtor voltou ao mercado de forma mais ativa, resultando em uma comercialização considerada bastante aquecida.
Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após atingirem os menores níveis em cerca de quatro meses, os investidores realizaram compras de oportunidade, aproveitando os preços mais baixos.
A valorização do petróleo também contribuiu para o movimento positivo, enquanto o mercado aguarda o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado na quinta-feira.
Analistas internacionais projetam uma leve redução na estimativa da safra norte-americana de soja para 2026/27, passando de 4,435 bilhões para 4,433 bilhões de bushels.
Para os estoques finais dos Estados Unidos em 2026/27, a expectativa é de 309 milhões de bushels, abaixo dos 310 milhões estimados anteriormente. Já para 2025/26, a projeção é de queda de 340 milhões para 336 milhões de bushels.
No cenário mundial, o mercado aposta em estoques finais de 125,3 milhões de toneladas para 2026/27, acima dos atuais 124,8 milhões. Para 2025/26, a previsão é de aumento para 125,7 milhões de toneladas.
As expectativas também apontam para revisão positiva da safra brasileira de soja em 2025/26, passando de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas. Na Argentina, a produção poderá subir de 48 milhões para 48,6 milhões de toneladas.
No fechamento, o contrato julho da soja avançou 9,25 centavos de dólar, encerrando a US$ 11,23 por bushel. O vencimento agosto fechou a US$ 11,27¾ por bushel, com ganho de 9 centavos.
Entre os derivados, o farelo de soja para julho subiu US$ 0,80, fechando a US$ 301,90 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho avançou 0,42 centavo, encerrando a 75,33 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial fechou em queda de 0,18%. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,1686 para venda e R$ 5,1666 para compra.
Durante a sessão, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,1590 e a máxima de R$ 5,1970.
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