O Rio Grande do Sul confirmou, nesta segunda-feira (8), os primeiros casos de greening (HBL) em plantas cítricas no estado. O foco foi identificado em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação ocorreu após análise laboratorial da rede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e equipes estaduais e federais iniciaram ações de contenção e vigilância fitossanitária.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), a propriedade afetada tem cerca de 20 mudas de citros. Conforme o protocolo sanitário, será feita a erradicação das plantas infectadas e o controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria associada à doença.
As medidas seguem o Plano de Ação previsto na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. A principal hipótese técnica informada pelos órgãos de defesa é a introdução da doença por meio da compra de mudas irregulares já contaminadas.
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De acordo com o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, o monitoramento foi ampliado na área do foco e no entorno, com atenção aos pomares comerciais e ao trânsito de material propagativo cítrico. Segundo ele, a confirmação ocorreu em uma região sem grande concentração de citricultura comercial, o que orienta a estratégia inicial de contenção.
Os dados de vigilância mostram que, de novembro de 2025 a março de 2026, o DDV instalou 374 armadilhas em pomares de 77 municípios gaúchos e realizou 4.326 leituras para detectar o vetor. Em 2025, foram feitas 211 inspeções em 65 municípios, com 13 amostras vegetais suspeitas, todas negativas. Em 2026, até o momento informado, ocorreram 47 inspeções em 19 municípios, com coleta de oito amostras, também negativas até esta confirmação em Palmitinho.
O greening é considerado uma das doenças mais severas da citricultura. Não há tratamento eficaz para plantas infectadas. Entre os sintomas estão amarelecimento das folhas, frutos pequenos e deformados, sabor amargo, queda de produtividade e morte de plantas. Os órgãos oficiais reforçam que a doença não oferece risco à saúde humana.
A orientação técnica do Serviço Oficial é que produtores e viveiristas utilizem apenas mudas em conformidade com a legislação do Mapa, produzidas em ambiente protegido e com origem certificada. O avanço ou a contenção do foco no estado dependerá dos resultados do monitoramento em andamento e da aplicação das medidas fitossanitárias previstas na norma federal.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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