O deputado estadual Faissal Calil (PL) negou que tenha relação com o desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos. Ele disse que “perdeu” contatos com servidores do Tribunal de Justiça desde o início de mandato na Assembleia Legislativa.
Faissal ainda negou que fez alguma transação financeira que o liga ao desembargador e disse que tem interesse que o caso seja esclarecido o quanto antes. Ele deve concorrer na campanha eleitoral de 2026.
“Estou pronto para esclarecer todos os fatos. Eu preciso me inteirar mais [sobre o conteúdo do processo] para dar uma informação mais concreta. Não há nenhuma transação de mim com ele, isso não é verdade. Desde que eu virei deputado, eu perdi todos os mesmos contatos, me afastei de todos”, disse.
Faissal Calil é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro (“laranja”) do desembargador Dirceu dos Santos. Ambos são alvos da Operação Gemini, lançada na manhã desta segunda-feira (8), para aprofundar a investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
Conforme a PF, os dados apurados envolvem transações financeiras que somam R$ 3,3 milhões. Elas teriam sido feitas por contas bancárias “marginais e paralelas” ligadas ao desembargador. Faissal Calil seria um dos laranjas que operavam essas contas para despistar a origem ilícita via lavagem de dinheiro.
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