Milho em alta ou baixa? Quatro fatores devem mexer com os preços no curto prazo
Foto: Sistema Famasul
O que esperar do mercado do milho nos próximos dias após a Bolsa de Chicago ter fechado em baixa de 6,49% no período? A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, aponta quatro fatos que devem mexer com os preços. Acompanhe:
Relatório USDA: novamente, a semana será decisiva para consolidar o tamanho da safrinha brasileira com a divulgação do relatório Wasde, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quinta-feira (11). O mercado aguarda revisões na estimativa de produção. “É provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT”, destaca.
Acompanhamento de safra: o avanço da colheita pelo Centro-Sul do Brasil é o principal fundamento baixista no curto prazo. Mato Grosso lidera os trabalhos, enquanto o Paraná começa a acelerar à medida que a umidade do grão permite o trabalho das máquinas. “A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta mantenha os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho.”
Condições climáticas: o clima continuará no radar, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevendo temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do Brasil ao longo de junho. Enquanto regiões como o norte do Mato Grosso do Sul e o Paraná contam com lavouras em boas condições, estados como Minas Gerais, Goiás e o norte paulista calculam perdas consolidadas decorrentes da estiagem que atingiu o enchimento de grãos. “O estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3”, pontua o Grainsights.
Macroeconomia e oportunidades: a semana marca a abertura da Copa do Mundo 2026. Enquanto isso, o cenário macroeconômico é pautado pela forte valorização do dólar comercial, impulsionado pelos fortes dados do mercado de trabalho estadunidense (payroll). “Esse avanço cambial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em um ambiente de elevação nas expectativas de juros internos, com o Boletim Focus desta segunda-feira elevando a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano”, mostra a plataforma.