A preocupação com a presença de pragas quarentenárias nas lavouras brasileiras levou a Aprosoja Brasil a lançar uma cartilha voltada à conscientização e ao manejo preventivo desses organismos. O material foi apresentado nesta terça-feira (2), em Brasília, às vésperas do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja.
Produzida em parceria com a Corteva Agriscience e com apoio técnico do professor e engenheiro agrônomo Mauro Antônio Rizzardi, a publicação busca orientar produtores sobre riscos fitossanitários que podem afetar a competitividade da soja brasileira nos mercados internacionais.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pragas quarentenárias são organismos, como insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas, que representam alto risco econômico e ameaçam a sanidade vegetal. Por isso, são alvo de controle oficial, tanto para impedir sua entrada no país quanto para erradicação e contenção quando já presentes.
Segundo a classificação técnica apresentada por Rizzardi, essas pragas podem ser divididas em três grupos: quarentenárias ausentes, quando ainda não estão presentes no país; quarentenárias presentes, quando existem no território, mas sob controle oficial; e não quarentenárias regulamentadas, que têm impacto econômico e são controladas conforme exigências de países importadores.
Entre as principais recomendações da cartilha está o manejo outonal, prática realizada na entressafra, entre a colheita e o novo plantio. A estratégia consiste na eliminação de plantas daninhas e voluntárias que servem de abrigo para pragas e doenças, reduzindo a pressão fitossanitária sobre a próxima safra.
Para a entidade, o controle preventivo é essencial para proteger a produtividade e, também, para preservar a reputação da soja brasileira no mercado internacional. Além do lançamento da publicação, a iniciativa incluiu capacitações técnicas e ações de conscientização para produtores e consultores.
O manejo outonal é descrito como uma “janela de segurança” no campo, voltada ao controle de plantas daninhas logo após a colheita da soja e antes da próxima safra. O objetivo é eliminar as chamadas “pontes verdes”, que mantêm pragas e doenças ativas na área.
Segundo especialistas envolvidos no material, essa prática reduz o banco de sementes de invasoras e diminui o risco de contaminação durante colheita e beneficiamento, além de contribuir para a qualidade do grão exportado.
Para Rizzardi, a introdução e disseminação de espécies vegetais no sistema produtivo é também uma questão de soberania nacional. Ele destaca que tanto a entrada quanto a saída de organismos via exportação podem afetar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fabrício Morais Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, diz que os episódios recentes de devolução de 20 navios pela China mostram que a conformidade fitossanitária não é opcional. “Com esta cartilha, a Aprosoja continua com o compromisso de alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma.
O Mapa lista entre as principais pragas quarentenárias:
O post Pragas quarentenárias: ameaças à soja que podem afetar sua lavoura; você sabe como agir? apareceu primeiro em Canal Rural.
A Câmara de Sinop aprovou em segunda e última votação o projeto que cria o…
Composto isolado reduziu alimentação e afetou enzimas de detoxificação de Spodoptera frugiperda Pesquisadores identificaram atividade…
Cotações do diesel e de outros insumos logísticos contribuem para sustentar os níveis de valores…
Produtores que firmaram Termo de Compromisso no SIMCAR terão até 31 de dezembro de 2026…
Ocorrência foi registrada nas proximidades da Escola Estadual Mário Spinelli, em Pontes e Lacerda.Um homem…
Deputado afirma que declaração do petista contra Flávio Bolsonaro extrapola os limites da crítica política…