O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural e/ou sua Cooperativa (Pepro), realizado nesta terça-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), negociou cerca de 119,7 mil toneladas de arroz em casca. Segundo as informações divulgadas, a operação movimentou pouco mais de R$ 21 milhões e comercializou parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas.
Os dados indicam um volume negociado equivalente a aproximadamente 83% da oferta disponibilizada no leilão. A operação ocorreu em um momento de pressão sobre os preços internos do arroz, com foco no apoio à comercialização do cereal e ao escoamento da safra.
Em nota, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) classificou o resultado como positivo. De acordo com a entidade, o mecanismo contribui para reduzir estoques e melhorar as condições de saída da produção no estado, que concentra a maior parte da oferta nacional de arroz.
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Segundo o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o índice de comercialização ficou entre os melhores já registrados em leilões desse tipo e contou com participação de diferentes regiões produtoras gaúchas. A entidade informou ainda que a zona sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações, sinalizando interesse do setor no uso do instrumento para acessar o prêmio e ampliar o escoamento.
A Federarroz também destacou a função do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central. Pelo mecanismo, a indústria paga o preço mínimo ao produtor e depois é ressarcida pelo prêmio. Na avaliação da entidade, essa ferramenta ajuda a sustentar a remuneração em um cenário de preços domésticos abaixo do esperado.
Com base nas informações disponíveis, as operações de Pepro e PEP atuam como instrumentos de política agrícola para dar liquidez ao mercado e reduzir estoques elevados. O material divulgado não detalha os preços por lote nem o valor médio do prêmio por tonelada.
A leitura setorial é de que os leilões podem seguir como ferramenta de apoio à comercialização do arroz no Rio Grande do Sul enquanto persistirem estoques elevados e pressão sobre as cotações internas. Sem dados adicionais da Conab sobre novos volumes, prazos ou valores por lote, não é possível projetar o alcance das próximas operações.
Fonte: Estadão Conteúdo
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