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Estudantes de Cuiabá trocam o quadro por laboratório e extraem óleo de capim-cidreira


Aula prática de Química na Escola Francisco Ferreira Mendes transformou teorias de destilação em experiência sensorial

Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual em Tempo Integral Francisco Ferreira Mendes, em Cuiabá, trocaram o quadro e o caderno pela experiência prática no laboratório durante uma aula de Química realizada nesta quinta-feira (21.5), e aprenderam como extrair óleo essencial de capim-cidreira pelo processo de destilação.

Antes da etapa experimental, a turma já tinha trabalhado o conteúdo em sala de aula, com discussões sobre fragrâncias, essências, compostos químicos e processos relacionados à fabricação de perfumes. No laboratório, os estudantes acompanharam a formação de vapores, a condensação e a separação dos componentes até a obtenção do óleo essencial.

A partir daí, o conteúdo deixou de ficar restrito ao material estruturado. Com amostras de capim-cidreira, os estudantes observaram a formação de vapores, a condensação, a separação de componentes e a obtenção do óleo essencial. Conceitos como volatilidade, propriedades físico-químicas e separação de misturas passaram a ser vistos em movimento, diante dos próprios olhos.

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Durante a prática, os alunos também foram provocados a levantar hipóteses, fazer perguntas e comparar o que havia sido estudado em sala com o comportamento das substâncias no experimento.

A cada etapa, o professor retomava os conceitos da química orgânica e relacionava o procedimento a situações presentes na vida cotidiana, como a produção de cosméticos, perfumes, alimentos e produtos de limpeza.

Segundo o professor de Química, Luiz Felipe Almeida, a aula foi planejada para mostrar que a ciência não está distante da rotina dos estudantes e pode ser compreendida de forma mais concreta quando passa pela experiência.

“Na Escola de Tempo Integral, atividades como essa fazem parte de uma rotina pedagógica em que o estudante deixa de ser apenas ouvinte. No laboratório, ele observa, testa, erra, refaz perguntas e participa da construção do conhecimento. A Química, naquele momento, ganhou cheiro, temperatura, ruído e sentido”, explica o professor.

Para o estudante Daniel Henrique, do 3º ano, o uso do laboratório mudou a forma como a turma passou a enxergar a disciplina.

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“Quando a gente fica só na explicação, muitas vezes entende a teoria, mas não consegue imaginar como aquilo acontece de verdade. No laboratório, a gente vê o processo. A aula fica mais interessante, mais interativa, e isso ajuda muito na aprendizagem. Passamos a assimilar os conteúdos de uma forma mais dinâmica e moderna. Isso motiva a turma”, afirmou.

A estudante Sofia Carnaiba Sempio, do 2º ano, disse que a prática tornou a aula mais próxima da realidade dos alunos. Para ela, participar do experimento ajudou a fixar conteúdos que, em sala, pareciam mais abstratos.

“Antes, a aula era mais de escutar, anotar e conversar com o professor. Agora a gente consegue ver, praticar e testar os resultados. Isso faz diferença, porque a gente entende melhor quando participa. Ver o óleo sendo extraído e perceber cada etapa do processo foi muito importante”, contou Sofia.

“A gente percebe que a Química está em coisas simples, como o cheiro de uma planta ou a produção de um perfume. Quando a aula vem para o laboratório, fica mais divertida e mais fácil de entender. Dá vontade de participar mais, perguntar mais e descobrir como as coisas funcionam”, destacou o estudante Victor Miguel, do 3º ano.

Para ele, a atividade também ajudou a quebrar a ideia de que Química é uma disciplina difícil ou distante.

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O professor acrescenta que o principal resultado já aparece no envolvimento dos estudantes e no desempenho nas aulas de Práticas Experimentais. Segundo ele, a experiência no laboratório ajuda a consolidar aquilo que foi trabalhado na teoria.

“Trazer o conteúdo teórico para a prática muda a relação do estudante com a disciplina. Ele deixa de apenas ouvir sobre destilação e passa a ver como ela acontece. Sem um laboratório estruturado, esse tipo de aprendizagem ficaria limitado à explicação no quadro ou ao livro”, completa.

Para ele, no laboratório o aluno observa a transformação, acompanha a separação das substâncias e entende por que cada etapa é necessária. Isso melhora, na avaliação do professor, o domínio do conteúdo, aumenta a participação e também reflete nas provas.

 “Quando o aluno entra no laboratório, ele precisa observar com atenção, registrar, comparar e tirar conclusões. Esse movimento é muito importante. A ciência nasce também da curiosidade e da dúvida. Quando conseguimos despertar isso, a aula deixa uma marca diferente”, concluiu Luiz Felipe.

Com Assessoria

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agro.mt

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