Em 1989, um jovem partiu de sua cidade natal em Fujian, na China, carregando 600 pares de sapatos fabricados por um parente. Esse rapaz era Ding Shizhong e, com o dinheiro da venda, fundou o que viria a ser uma das maiores potências do vestuário esportivo do mundo: a Anta Sports.
Fundada oficialmente em 1991 na cidade de Jinjiang, hoje conhecida como a “capital mundial do calçado”, a Anta percorreu um caminho difícil. De fabricante terceirizada para marcas ocidentais, tornou-se uma multinacional com mais de 12 mil lojas na China, portfólio de marcas premium como Arc’teryx, Salomon e Wilson e uma fatia de 29% na Puma. Em fevereiro de 2025, inaugurou sua primeira loja nos Estados Unidos, em Beverly Hills.
A estratégia que conduziu esse crescimento é o que a empresa chama de multimarca: em vez de impor o nome Anta nos mercados ocidentais, ela adquire marcas já consolidadas no Ocidente e as usa como porta de entrada. A aquisição da Fila China em 2009 e da finlandesa Amer Sports em 2019 foram parte desse movimento. De acordo com Ding, o objetivo da Anta não é ser “a Nike da China”, mas sim ser conhecida mundialmente com sua própria identidade.
A expansão da Anta no mercado global é apenas uma das muitas formas pelas quais a China tem ampliado sua presença cultural e econômica pelo mundo e o Brasil também está em sua rota.
No universo dos jogos digitais, por exemplo, o Fortune Rabbit é um jogo de slot temático do Ano do Coelho que está disponível no Brasil. Seu design é repleto de moedas douradas, lingotes e as cores vermelha e dourada da sorte chinesa. Da mesma forma, o FPS “Fourteen Years of Flames” leva o jogador a vivenciar a Segunda Guerra Sino-Japonesa através de sete personagens históricos, mostrando um pouco da história da China. O jogo já está dando o que falar antes mesmo do seu lançamento e deve chegar no Brasil em breve.
Enquanto no setor automotivo, a presença chinesa é igualmente impressionante. Entre 2026 e 2027, uma nova leva de lançamentos deve chegar ao mercado brasileiro, com modelos como BYD Sealion 7, o arrojado Lotus Eletre, o GWM Ora 5, o Leapmotor A10, o Denza Z9 GT e o MG IM6.
Os produtos de beleza também não ficaram de fora. O C-Beauty, o universo do skincare chinês, chegou às prateleiras e rotinas das brasileiras com gua shas, face-rollers e ingredientes como água de arroz, goji berry, ginseng e extrato de peônia. A Florasis, famosa marca C-Beauty que tem distribuição no Brasil, lançou recentemente a linha “Nectar Aura Collection”, que promete trazer 70% de mel e 30% de extratos florais como peptídeo de lótus e extrato de camélia.
A trajetória da Anta é mais um exemplo de como a China está avançando nos mercados globais. Nesta reconfiguração da economia, as empresas chinesas estão deixando de ser meras fornecedoras para se tornarem protagonistas.
Agora a pergunta que fica é como a Anta irá competir e também colaborar com outras marcas respeitadas de roupas esportivas.
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