O Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos-PR) alertou que os efeitos das guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia podem comprometer a safra brasileira de soja 2026/27, diante da alta dos custos, riscos logísticos e possível escassez de fertilizantes.
Segundo a entidade, apenas cerca de 50% dos fertilizantes necessários para a próxima safra foram negociados até o momento, abaixo do padrão histórico superior a 60% para esta época do ano. O atraso nas compras aumenta o risco de gargalos nos portos e falta de produtos durante o período de maior demanda, entre junho e agosto.
O presidente do Sindiadubos-PR, Aluisio Schwartz, afirmou que o cenário também é pressionado pela alta dos custos financeiros, aumento do diesel, taxação de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas e regras do frete mínimo.
A entidade projeta queda de 10% a 15% nas entregas de fertilizantes ao Brasil em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas registrado no ano passado.
Entre os principais produtos, o MAP já acumula alta de cerca de 40%, enquanto ureia e superfosfato simples avançaram mais de 50%, segundo o sindicato.
O Sindiadubos-PR avalia que a redução no uso de fertilizantes pode limitar a produção agrícola brasileira e dificultar a repetição dos volumes recordes registrados na safra passada.
As informações são do Sindiadubos-PR.
Fonte: Agência Safras
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