A safra agrícola brasileira de 2026 deve totalizar 348,7 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14). O volume representa aumento de 0,7% em relação a 2025, com acréscimo de 2,6 milhões de toneladas. Na comparação com a projeção de março, houve ajuste positivo de 0,1%, equivalente a 334,277 mil toneladas.
O avanço da produção ocorre em um cenário de expansão da área a ser colhida. A estimativa do IBGE é de 83,3 milhões de hectares em 2026, alta de 2,1% sobre 2025, com incorporação de 1,7 milhão de hectares. Em relação a março, a projeção de área subiu 128,572 mil hectares.
Entre as principais culturas, o instituto prevê aumento de área de 1,2% para a soja, 3,4% para o milho e 8,5% para o sorgo. No milho, o crescimento é puxado pela primeira safra, com alta de 11,9%, enquanto a segunda safra deve avançar 1,3%. Em sentido oposto, há redução estimada de 4,3% na área do algodão herbáceo, 10,4% no arroz em casca e 3,8% no feijão.
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A soja deve registrar novo recorde, com produção projetada em 174,1 milhões de toneladas, alta de 4,8% frente a 2025. O café também aparece com crescimento relevante: a estimativa é de 4 milhões de toneladas, avanço de 14,9%. Em nota do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do instituto, atribuiu o resultado à “bienalidade positiva, pelas boas condições climáticas e pelos preços mais favoráveis, que estimularam o aumento da área cultivada e da produtividade”.
Por outro lado, o levantamento aponta recuo na produção de algodão (-8,9%), arroz (-10,6%), milho (-2,5%), trigo (-6,8%) e feijão (-4,6%). No milho, a produção total está estimada em 138,2 milhões de toneladas. Segundo Guedes, apesar da queda ante o recorde de 2025, as condições da segunda safra são boas, e o resultado final ainda dependerá do andamento da colheita.
Os dados de abril mostram que o crescimento projetado para 2026 está sustentado principalmente pela expansão de área e pelo desempenho da soja e do café. As próximas revisões do IBGE tendem a ser acompanhadas pelo mercado para medir o efeito do clima e da colheita, especialmente sobre milho, arroz e trigo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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