A área plantada de soja no Brasil deve voltar a crescer na safra 2026/27, mas em ritmo marginal. A avaliação foi apresentada nesta quarta-feira (6), em São Paulo, por Nathalia Giannetti, responsável pela precificação de grãos do Brasil na Argus. Segundo a analista, a combinação entre margens apertadas, custo elevado de fertilizantes e risco climático reduz o espaço para uma expansão mais ampla.
Como sinal inicial desse movimento, Giannetti citou a primeira projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) para Mato Grosso, que aponta avanço inferior a 0,3% na área de soja. O estado responde por cerca de 30% da produção brasileira da oleaginosa e, por isso, é visto pelo mercado como referência para a tendência nacional.
Pelo lado da demanda, a soja segue sustentada pelo consumo chinês e pelo processamento interno ligado ao biodiesel.
Ainda assim, segundo a Argus, o produtor enfrenta pressão de custos. Os preços da soja são influenciados pelo excesso de oferta global, enquanto os fertilizantes permanecem em patamares elevados, sobretudo os fosfatados, mais usados na cultura.
A consultoria apontou dificuldades simultâneas na oferta desses insumos, com problemas logísticos na Arábia Saudita, queda de produção no Marrocos, suspensão de exportações pela China e alta do enxofre, matéria-prima importante para a fabricação de adubos fosfatados. Esse quadro piorou a relação de troca no Brasil.
De acordo com a Argus, o indicador está no nível mais desfavorável ao produtor desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.
O reflexo já aparece nas compras. Até o fim de abril, menos de 50% do volume planejado de fertilizantes para a safra 2026/27 havia sido adquirido, ante cerca de 60% no mesmo período do ano passado. Segundo Giannetti, o mercado já discute redução média de 15% nas entregas ao Brasil em 2026, principalmente em fosfatados.
No clima, a analista citou dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que indicam mais de 90% de chance de El Niño na segunda metade do ano. O fenômeno costuma reduzir chuvas no Centro-Oeste e aumentar precipitações no Sul, justamente durante o período de plantio.
Segundo a Argus, a tendência ainda é de crescimento de área no país, mas a definição do ritmo dependerá da evolução dos custos dos insumos, do calendário de entrega dos fertilizantes e do comportamento climático nos próximos meses. Sem melhora nesses fatores, o avanço deve seguir restrito, com maior risco para a produtividade em Mato Grosso.
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