O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o lobista Andreson Gonçalves deixe a prisão preventiva e passe a cumprir prisão domiciliar, no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em tribunais estaduais.
A nova decisão impõe medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de recolhimento no período noturno. A mudança ocorreu após pedido apresentado pela defesa.
Ao analisar o caso, Zanin entendeu que o tempo de prisão cautelar já ultrapassava o período considerado razoável. O ministro também ressaltou que, durante a fase anterior em que Andreson esteve em casa por decisão judicial, não houve demonstração de tentativa de interferência nas investigações.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República haviam se manifestado pela manutenção da prisão. Para os investigadores, o lobista ocupa posição central no suposto grupo criminoso que atuaria na negociação de decisões em processos de alto valor.
Andreson foi preso inicialmente em novembro de 2024, durante a Operação Sisamnes. Meses depois, em julho de 2025, obteve o direito à prisão domiciliar sob a alegação de problemas de saúde, após apresentar acentuada perda de peso. No entanto, voltou ao cárcere em novembro do mesmo ano, depois que novas diligências levantaram suspeitas de fraude em laudos médicos utilizados para embasar o benefício.
Em março deste ano, ele foi formalmente indiciado pelos crimes de exploração de prestígio e organização criminosa. Um laudo produzido pela própria PF apontou indícios de que o emagrecimento extremo teria sido provocado de forma intencional para reforçar a tese de agravamento do quadro clínico.
Na nova decisão, Zanin afirmou que o avanço das apurações, especialmente as diligências relacionadas a movimentações financeiras passadas e suspeitas de lavagem de dinheiro, não deve ser comprometido com a substituição da prisão preventiva por medidas alternativas.
A investigação teve origem após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023. As mensagens encontradas no aparelho teriam revelado tratativas ligadas à suposta venda de decisões judiciais em processos milionários.
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