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MT: Preço do milho sobe em Chicago com demanda por etanol e incertezas no mercado – MAIS SOJA


O preço do milho no contrato corrente da CME Group valorizou 0,51% na última semana, com média de US$ 4,64/bu. Embora o avanço semanal tenha sido moderado, as cotações do milho negociadas até o dia 01 à 27/mar em Chicago acumulam alta de 5,30% ante a fev/26. Esse movimento é apoiado pela liberação da comercialização do E15 no verão em caráter emergencial, a fim de aliviar os preços nos postos de combustíveis, fator que eleva a demanda por milho destinado ao etanol, reforçando a sustentação dos preços no mercado internacional, somado as expectativas de menor área semeada de milho nos EUA, tende a limitar a oferta do país.

Outro fator é a manutenção dos preços do petróleo Brent, afetado por tensões geopolíticas e pelo fechamento de importantes rotas de exportação, o que adiciona pressão ao mercado de energia e ao complexo de grãos. Diante disso, o mercado segue operando sob grau de incerteza quanto ao avanço dos conflitos e seus impactos nas commodities.

Confira os principais destaques do boletim:

  • AUMENTO: o preço do milho no estado subiu 0,94% na última semana, encerrando o período na média de R$ 46,54/sc, influenciado pela menor quantidade do grão disponível no mercado
  • DECLÍNIO: a paridade do contrato jul/26 de milho encerrou em queda de 1,43%, quando comparada à da semana anterior, devido à constante baixa no prêmio de Santos jul/26 na última semana.
  • QUEDA: a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com declínio de 1,38%, e finalizou o período em média de R$ 70,68/sc.
De acordo com a EIA, a produção de etanol de milho nos Estados Unidos cresceu 2,09% até 20/03, alcançando 1,12 milhão de barris por dia.

E está 6,24% acima da média dos últimos três anos, indicando um ritmo elevado de atividade nas usinas norte-americanas. Diante disso, a instituição projeta uma produção total de 405,53 mi de barris para 2026. Esse avanço está associado, à melhora na demanda interna por combustíveis, uma vez que o aumento no consumo de gasolina eleva a necessidade de mistura com etanol. Ademais, o volume de etanol processado por refinarias e misturadoras nos EUA cresceu 1,50% na última semana, atingindo 889,0 mil barris por dia, reforçando o aquecimento da demanda.

Esse cenário contribui para sustentar os preços internacionais do biocombustível, no momento em que o Brasil projeta uma safra 25/26 com produção recorde de etanol. Assim, a maior demanda americana ajuda a aliviar a pressão sobre o excesso de oferta, favorecendo a rentabilidade das usinas.

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Fonte: IMEA



 

FONTE

Autor:IMEA

Site: IMEA

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