A escalada do conflito no Oriente Médio gera reflexos no campo brasileiro. Produtores rurais relatam aumento expressivo no preço do diesel e até restrições na venda do combustível em alguns postos em pleno pico da colheita em alguns estados , o que levanta preocupação em um momento estratégico para o agronegócio.
De acordo com o produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chaplan, o aumento foi percebido principalmente entre o fim de fevereiro e o início de março.
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“Estamos vendo uma escalada de preço do diesel de uma forma até absurda na última semana de fevereiro e começo de março. Alguns produtores relataram que, ao buscar combustível nos postos, o volume vendido estava limitado, justamente para evitar que alguns façam grandes estoques enquanto outros fiquem sem”, afirma.
Segundo Chaplan, a região oeste do Paraná já praticamente concluiu as etapas mais intensivas em consumo de combustível da safra de soja. “Aqui no oeste do Paraná já finalizamos a colheita e o plantio. Então o maior consumo de diesel nessas operações já aconteceu. Agora o produtor utiliza mais nas atividades culturais da lavoura e também nas atividades pecuárias”, explica.
Mesmo assim, a preocupação permanece, principalmente porque muitos produtores costumam comprar volumes maiores de diesel para estocar e utilizar ao longo do ano.
“Muitos produtores compram em volumes maiores, em TRRs, para fazer estoque para a próxima safra. Mas esses fornecedores nem sempre têm grande volume para entrega imediata. Muitas vezes o produtor faz o pedido hoje e recebe em dois ou três dias, e o preço final só é confirmado quando o combustível chega da distribuidora”, relata.
Além do impacto direto nas propriedades, Chaplan alerta que o maior risco está na logística do agronegócio.
“A preocupação maior é com a questão da logística, principalmente da porteira para dentro. O diesel é um insumo essencial para o manejo dos animais, para transporte de ração e para diversas operações dentro da propriedade”, diz.
Ele explica que um eventual desabastecimento poderia afetar toda a cadeia produtiva.
“Se houver falta de diesel, como fica a logística das empresas para entregar ração aos produtores? E depois o transporte desses animais até os frigoríficos? A escala de abate é diária, não pode parar. Isso começa a gerar preocupação”, afirma.
O impacto poderia chegar também ao consumidor final, caso a cadeia seja afetada.
“Se o frango, o peixe ou o leite não chegam aos frigoríficos ou laticínios, toda a cadeia é afetada. Esse alimento pode deixar de chegar aos grandes centros ou até de ser exportado. Não estamos dizendo que isso vai acontecer, mas é uma preocupação real diante do cenário”, conclui Chaplan.
Segundo o produtor, o objetivo ao relatar a situação é alertar sobre os possíveis impactos sem gerar alarme desnecessário.
“Não queremos criar pânico, mas estamos atentos e preocupados com essa escalada e com o tempo que essa situação pode durar.”
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